Somos um ecossistema de notícias, negócios e conexões.

Publicidade

MARQUISE INCORPORAÇÕES
DEEP – Topo
MOTA MACHADO – TOPO
HOLANDA POR DULCE SILVEIRA – Topo
SHOPPING ALDEOTA – Topo
WR ENGENHARIA – Topo
MOURA DUBEUX
COLMEIA – CONSTRUTORA
SENAI – TOPO
CASA LINDA FLOR – TOPO
ICONE ELEVADORES – TOPO
XAMPOO – TOPO
BENDITA PROMO – TOPO
SESI – TOPO
BANNET TOPO – 300 ANOS
M. LAR – BANNER TOPO
SEBRAE CEARA – TOPO
TOPO – BANNER LA VINCI
MONTEPLAN – TOPO

Compartilhe:

Alta nos fosfatados: o desafio do produtor e o papel estratégico do calcário por Surama Geleilate

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Com ampla experiência nos setores de agronegócio e logística, Surama Geleilate acompanha de perto os movimentos que impactam a cadeia produtiva brasileira. Neste artigo, a diretora da Geleilate Agronegócio e Logística analisa os desafios impostos pela alta dos fertilizantes fosfatados e destaca alternativas estratégicas que podem contribuir para a eficiência e a competitividade do produtor rural.

O custo dos fertilizantes fosfatados voltou a pressionar o orçamento do produtor brasileiro em 2026. O MAP, principal fosfatado usado nas lavouras do país, chegou a ser cotado próximo de US$ 890 por tonelada nos portos brasileiros, alta de 17% em apenas um mês, segundo a Consultoria Agro do Itaú BBA. O impacto na relação de troca é direto: o produtor de soja precisou destinar entre 30 e 35 sacas para comprar uma tonelada de MAP, contra 25 a 30 sacas no ciclo anterior. Para o milho, o salto foi ainda maior.

Os dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) reforçam essa pressão. Entre janeiro e abril de 2026, o Brasil importou 4% menos fertilizante do que no mesmo período de 2025, mas pagou 16% a mais, uma conta de US$ 4,3 bilhões contra US$ 3,7 bilhões no ano anterior. Isso acontece porque 93% dos fertilizantes consumidos no Brasil vêm do exterior, o que expõe o produtor a variações cambiais, instabilidades geopolíticas e mudanças nas políticas de exportação dos países que dominam a oferta global, como China, Rússia e Marrocos.

Diante desse cenário, o calcário agrícola surge como um aliado estratégico e muitas vezes subestimado. Ele não substitui o fósforo como nutriente, mas cria as condições de solo necessárias para que o fósforo disponível seja aproveitado com muito mais eficiência pela planta. Solos ácidos fixam o fósforo nas partículas do solo de forma que as raízes não conseguem absorver, o que obriga o produtor a aplicar mais insumo para obter o mesmo resultado. Com a calagem adequada e o pH do solo na faixa ideal, geralmente entre 5,5 e 6,5, a disponibilidade do fósforo aumenta substancialmente, o que pode reduzir as doses necessárias de fosfatado sem perda de produtividade.

A vantagem adicional do calcário é que ele é produzido em larga escala dentro do território nacional, o que reduz a exposição ao câmbio e às instabilidades do mercado internacional. Combinado com análise de solo atualizada e práticas de agricultura de precisão, seu uso representa uma das respostas mais acessíveis e eficazes disponíveis ao produtor neste ciclo de alta de preços.

O momento é desafiador, mas também é um estímulo para que o setor avance em práticas mais eficientes de gestão do solo e planejamento de compras. Na Geleilate Agronegócio e Logística, acompanhamos esses movimentos para ajudar produtores e compradores a tomarem decisões mais estratégicas. Quem entender essas variáveis e agir com antecedência chegará à próxima safra com custos menores e margens mais preservadas.

Fontes: Consultoria Agro do Itaú BBA, CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Siacesp, Ministério da Agricultura e Pecuária.

Publicidade

GRUPO DE MÍDIA CEARÁ – Final
Mercadinhos São Luiz – lado
SENAI – LADO
CASA LINDA FLOR – MEIO

VEJA
TAMBÉM