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Nem toda queda de cabelo é calvície, dermatologista Fernanda Cassain explica os sinais de alerta

Nem toda queda de cabelo é calvície, dermatologista Fernanda Cassain explica os sinais de alerta
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Durante muito tempo, os homens encaravam a calvície como uma consequência inevitável do envelhecimento. Com o avanço dos tratamentos e dos procedimentos voltados à saúde capilar, esse cenário mudou. Hoje, ao perceber os primeiros fios caindo, é comum surgir a dúvida: trata-se de uma queda de cabelo temporária ou dos primeiros sinais de calvície?

Embora ambas as situações envolvam perda de fios, elas têm causas, características e tratamentos diferentes. É normal que um adulto perca entre 50 e 100 fios de cabelo por dia, já que esse processo faz parte do ciclo natural de renovação capilar. Em determinadas situações, essa queda pode aumentar temporariamente devido a fatores como estresse, infecções, febre, cirurgias, perda significativa de peso, deficiência de ferro e até o uso de alguns medicamentos.

Já a calvície, conhecida clinicamente como alopecia androgenética, é uma condição crônica e progressiva em que os fios passam por um processo de miniaturização, tornando-se cada vez mais finos e curtos até que os folículos deixam de produzir cabelos visíveis.

Segundo a dermatologista Dra. Fernanda Cassain, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a calvície nem sempre está associada a uma queda intensa de cabelos.

“Os cabelos vão afinando ao longo do tempo, reduzindo a densidade capilar, principalmente na região frontal, entradas e topo da cabeça”, afirma.

Diagnóstico precoce faz diferença

Quando a queda de cabelo é temporária, o tratamento deve ser direcionado à causa do problema. Nesses casos, a dermatologista explica que o uso de medicamentos como o minoxidil não resolve a situação.

O primeiro passo é identificar o fator que desencadeou a queda, já que, em muitos casos, os fios voltam a crescer espontaneamente após a resolução da causa.

Já na alopecia androgenética, o diagnóstico precoce é fundamental para preservar os folículos capilares e retardar a progressão da doença.

“Um exame muito útil é a tricoscopia. Ela permite visualizar diferenças no calibre dos fios, aumento da miniaturização e outros sinais característicos da alopecia androgenética, muitas vezes antes que a perda seja evidente a olho nu”, conta a médica.

Tratamentos vão além do transplante capilar

Embora o transplante capilar tenha se tornado um dos tratamentos mais conhecidos para a calvície, ele não é a primeira opção para todos os pacientes.

Antes da cirurgia, existem alternativas clínicas que podem ajudar a controlar a progressão da doença, como o uso de minoxidil, finasterida ou dutasterida, sempre mediante indicação médica. Dependendo da avaliação do dermatologista, também podem ser associados procedimentos como microagulhamento, laser de baixa intensidade e outras terapias complementares.

“O transplante capilar é indicado principalmente quando existe perda permanente de cabelos e há uma área doadora adequada para fornecer folículos. É importante destacar que o transplante redistribui cabelos existentes, mas não impede a progressão da calvície. Por isso, mesmo pacientes transplantados precisam manter tratamento clínico para preservar os fios nativos”, conclui Fernanda.

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