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Queda de cabelo masculina exige tratamento precoce e abordagem individualizada, explica Fernanda Cassain

Foto: Reprodução
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A queda de cabelo masculina tem diferentes causas e exige avaliação individualizada para definição do tratamento mais adequado. Embora a alopecia androgenética, de origem genética e hormonal, seja a principal responsável pelos quadros de calvície, outros fatores também podem estar associados à perda capilar.

Segundo a médica tricologista Fernanda Cassain, condições como estresse, deficiências nutricionais, distúrbios da tireoide, anemia, processos inflamatórios no couro cabeludo, uso de medicamentos e doenças autoimunes também podem desencadear ou agravar o problema.

Na prática, não existe ‘queda normal’ que deva ser ignorada. Todo quadro de queda persistente merece avaliação médica”, afirma.

Sinais como aumento das entradas, redução da densidade, afinamento dos fios e maior visibilidade do couro cabeludo indicam a necessidade de investigação. “Em cabelo, tempo é folículo. Quanto mais tempo o fio fica afinando, maior o risco de miniaturização irreversível”, explica a especialista.

A identificação da causa da queda capilar é o primeiro passo para um tratamento eficaz. Isso porque diferentes diagnósticos exigem abordagens específicas, que podem ir desde a correção de alterações metabólicas até o uso de medicamentos contínuos.

Nos casos de alopecia androgenética, o processo é progressivo e envolve a miniaturização dos fios. De acordo com Fernanda Cassain, a procura por tratamento tem acontecido cada vez mais cedo. “Muitos pacientes buscam ajuda entre 20 e 35 anos, quando começam a notar rarefação, entradas e perda de densidade”, destaca.

“Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de preservar cabelo e evitar procedimentos mais agressivos no futuro”, completa.

O controle da queda capilar masculina é, na maioria dos casos, iniciado com terapias clínicas. Entre as principais opções estão o uso de minoxidil, em formulações tópicas ou orais, e medicamentos que atuam na regulação hormonal, como finasterida e dutasterida.

Além disso, podem ser necessárias intervenções para correção de deficiências vitamínicas e hormonais, bem como o tratamento de inflamações no couro cabeludo.

Procedimentos complementares também podem ser associados ao tratamento, como microagulhamento, intradermoterapia, MMP e terapias com LED.

“O tratamento depende da causa da queda, da idade do paciente, do grau da calvície e da velocidade de progressão”, explica a médica.

O transplante capilar é uma alternativa indicada principalmente para pacientes com graus mais avançados de calvície e que já passaram por tratamento clínico sem resposta satisfatória.

Segundo Fernanda Cassain, a indicação do procedimento deve ser criteriosa e feita no momento adequado. “Um erro comum hoje é antecipar o transplante antes de esgotar as opções clínicas”, alerta.

“Isso pode gerar linhas artificiais, progressão da calvície atrás da área transplantada e necessidade de novas cirurgias no futuro”, acrescenta.

A especialista reforça que a cirurgia não substitui o tratamento clínico. “O transplante não substitui o tratamento clínico; ele complementa”, afirma.

Os efeitos dos tratamentos capilares não são imediatos. Em geral, os primeiros resultados aparecem entre três e seis meses, com redução da queda e melhora na espessura dos fios. Resultados mais consistentes tendem a surgir entre seis e doze meses.

“O mais importante é o paciente entender que, na maioria dos casos, o objetivo principal é estabilizar a perda, preservar fios existentes e retardar a evolução da calvície”, conclui Fernanda Cassain.

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