Uma pesquisa do Sebrae revela que o empreendedorismo tem papel central na geração de renda de milhões de brasileiros. De acordo com o levantamento, mais de 70% dos microempreendedores individuais (MEIs) têm na própria empresa sua única fonte de sustento.
Os dados mostram ainda que, ao considerar também aqueles que conciliam o negócio com outras atividades, 94% apontam o MEI como principal ou única fonte de renda. Já 79% afirmam que o empreendimento é o principal meio de obtenção de recursos.
Apesar disso, uma parcela dos microempreendedores ainda precisa complementar a renda. Entre os 29% que possuem outra fonte, o trabalho com carteira assinada aparece como a alternativa mais comum, citado por 24%. Em seguida, estão o trabalho informal por conta própria e a aposentadoria, ambos com 21%. Outros 12% atuam como empregados informais em negócios de terceiros, enquanto 8% obtêm renda por meio de aluguéis ou investimentos.
Os setores de Serviços e Comércio são os mais mencionados entre as atividades exercidas como complemento de renda, com 23% e 16%, respectivamente.
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os números reforçam a relevância do microempreendedorismo no país. Segundo ele, a formalização por meio do MEI tem permitido que trabalhadores encontrem uma alternativa para gerar renda e sustentar suas famílias.
O levantamento também destaca a necessidade de fortalecimento de políticas públicas voltadas ao segmento, com foco na redução da burocracia, ampliação do acesso ao crédito, incentivo à inovação e maior participação dos pequenos negócios em compras governamentais.


















