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Victória Matos defende cultura de inovação para empresas se manterem relevantes na era digital no MC Future

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

A inovação e o uso estratégico da inteligência artificial estarão entre os temas da próxima edição do Mulheres em Conexão, que acontece na terça-feira (20), em Fortaleza. Com o tema “A Importância da Relevância na Era Digital”, a edição Future quer conversar sobre as mudanças que afetam os negócios, como as empresas se relacionam com os consumidores e como elas são geridas.

Entre as convidadas está Victória Matos, diretora de Operação e Pessoas e Cultura do Instituto Atlântico, que acumula mais de 23 anos de experiência no setor de tecnologia. Sua participação leva ao debate uma perspectiva sobre como a inovação e a inteligência artificial podem contribuir para a evolução dos negócios, desde a otimização de processos até a geração de valor para clientes.

Para a executiva, porém, a transformação não depende apenas da adoção de novas ferramentas. “Inovar não significa necessariamente criar algo novo, mas repensar continuamente a forma como fazemos as coisas, buscando gerar mais valor para os clientes, para as pessoas e para o negócio. É uma mentalidade que precisa estar presente no dia a dia da organização.”, explica. Para ela, estimular as equipes a questionar processos estabelecidos e imaginar novas possibilidades contribui para a evolução dos negócios.

Inteligência artificial aplicada à operação

No Instituto Atlântico, a inteligência artificial está presente tanto no desenvolvimento de soluções tecnológicas para clientes quanto na otimização dos processos internos. A atuação, segundo Victória, permite observar os impactos da tecnologia sob diferentes perspectivas.

“No Atlântico, vivenciamos a inteligência artificial sob duas perspectivas: desenvolvemos soluções tecnológicas que incorporam IA para gerar valor aos nossos clientes e, ao mesmo tempo, utilizamos essa tecnologia de forma transversal em nossos processos internos, potencializando a eficiência e a capacidade de entrega da organização.”, detalha.

Entre as iniciativas da instituição estão projetos desenvolvidos de ponta a ponta com agentes de inteligência artificial. A executiva destaca que essas aplicações contribuem para ampliar a produtividade e a capacidade de entrega.

“Já temos projetos no Atlântico desenvolvidos de ponta a ponta com o apoio de agentes de inteligência artificial. Isso representa uma transformação significativa na forma de trabalhar, ampliando nossa produtividade, acelerando as entregas e, principalmente, aumentando o valor que geramos para os clientes.”, afirma.

O uso da tecnologia também alcança a gestão de pessoas. À frente da área de Pessoas e Cultura, Victória destaca o People Analytics como uma das ferramentas utilizadas para apoiar decisões a partir da análise de dados.

“Na área de Pessoas e Cultura, temos avançado no uso de People Analytics para transformar dados em inteligência, apoiando decisões mais assertivas e uma gestão cada vez mais estratégica, orientada por evidências e centrada nas pessoas.”, explica.

Além dessas aplicações, ferramentas de inteligência artificial generativa e agentes inteligentes fazem parte da rotina de trabalho, auxiliando na execução de atividades e na busca por eficiência.

Cultura organizacional como base para inovar

Apesar das possibilidades abertas pela inteligência artificial, a executiva considera que a transformação tecnológica também depende das condições oferecidas pelas próprias organizações para que as equipes participem desse processo.

Para Victória, um dos pontos centrais é a construção de um ambiente psicologicamente seguro, no qual os profissionais possam apresentar ideias, questionar práticas e propor mudanças sem receio.

“Não existe uma cultura de inovação consistente sem segurança psicológica. As organizações precisam construir ambientes em que as pessoas se sintam à vontade para questionar, propor ideias, experimentar e até errar. É essa liberdade que abre espaço para a criatividade e para a transformação.”, afirma.

A executiva alerta que o medo pode limitar tanto a criação de novas soluções quanto a melhoria dos processos existentes. “O medo impede que as pessoas gerem tanto a inovação como melhorem os seus trabalhos”, avalia. Nesse contexto, a adoção de novas tecnologias precisa vir acompanhada de uma cultura que incentive a experimentação e a evolução contínua.

“Para se manterem relevantes, as organizações precisam estar abertas não apenas às novas tecnologias, mas também a novas formas de pensar, trabalhar e gerar valor. A transformação digital é, antes de tudo, uma transformação cultural, e são as pessoas que tornam essa mudança possível.”, conclui.

A participação de Victória Matos no Mulheres em Conexão Future integra o debate sobre o valor da relevância na era digital, trazendo para a discussão a aplicação prática da inteligência artificial, a eficiência operacional e o papel das pessoas na transformação das empresas.

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