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Serviços empresariais não financeiros no Ceará crescem 15,2% no 1º trimestre

Foto: Divulgação

Os serviços empresariais não financeiros do Ceará cresceram 15,2% no primeiro trimestre de 2022, representando a quarta alta seguida do setor quando comparado ao mesmo período de 2021. O índice cearense, inclusive, é superior ao do Brasil, que no mesmo período foi de 9,4%.

Os números estão em informe divulgado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Ceará.

Embora o setor de serviços tenha apresentado novamente desempenho positivo, os resultados revelam claros sinais de que o segmento segue em desaceleração após o pico de 23,2% ocorrido no segundo trimestre de 2021.

De acordo com o analista de Políticas Públicas Daniel Suliano, autor do trabalho, no primeiro trimestre de 2021, os serviços do Ceará haviam recuado 7,8%, quando a economia ainda sofria os efeitos de uma segunda onda da Covid-19.

Mas, ao observar a evolução do segmento a partir do início do período pandêmico é possível verificar que, embora o segmento tenha apresentado desempenho negativo no primeiro trimestre de 2020, os quatros trimestres seguintes de queda são reflexos da crise sanitária.

Ele explica que, no segundo trimestre de 2020, o setor cearense chegou a recuar 25,8%, enquanto no Brasil a retração foi de 16,3%. Esse pior desempenho dos serviços do Ceará prosseguiu até o primeiro trimestre de 2021, quando a partir do período seguinte o setor seguiu em mais rápida recuperação.

Os serviços empresariais não financeiros são compostos por cinco grandes grupos: Serviços prestados às famílias; Serviços de informação e comunicação; Serviços profissionais, administrativos e complementares; Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio; e Outros serviços. Os dados do trabalho têm como base a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Atividade turística

O estudo revela ainda que, a partir do segundo trimestre de 2020, são claros os efeitos da crise sanitária em decorrência das medidas de isolamento social e fechamento de atividades econômicas não essenciais. O segmento do turismo segue apresentando taxas negativas, embora a taxas decrescentes ao longo de 2020 seguindo uma recuperação em “V”.

No primeiro trimestre de 2021, com os efeitos da segunda onda, a atividade turística, tanto no Ceará como no Brasil, seguiu em terreno negativo, com taxas de 34,5% e 27,4%, respectivamente. Já no segundo trimestre o setor apresenta um expressivo desempenho positivo, com crescimento de quase 100% no Ceará (97,4%).

Nos trimestres subsequentes de 2021, apesar do desempenho positivo, o crescimento do setor ocorreu a taxas decrescentes. Porém, no primeiro trimestre de 2022 o setor segue mantendo o desempenho positivo, com taxas de 47,7% e 42,2% no Ceará e no Brasil, respectivamente.

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