Página Interna

Quarta onda de covid-19 no Ceará é marcada por maioria de casos com sintomas leves

Cenário foi compartilhado com a imprensa durante coletiva nessa quinta-feira (30). Foto: Ascom Sesa.

Não só Fortaleza, mas todo o Ceará vive uma quarta onda da pandemia de covid-19, mas com uma caraterística diferente das anteriores: o aumento nos casos não veio junto de um aumento nos óbitos e internações, que permanecem estáveis.

É o que foi relatado em coletiva de imprensa da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), realizada nesta quarta-feira (30). Em maio, o Estado tinha 10,7% dos testes dando resultados positivos. Em junho, esse índice chegou a 34,6%.

Segundo a secretária executiva de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional, Tânia Mara Coelho, os sintomas dos pacientes que testaram positivo em junho são mais leves em relação aos das ondas anteriores.

“Um número reduzido de pacientes com covid necessita de hospitalização. E há aqueles que estão internados por outras patologias e que testam positivo na unidade de saúde, não se caracterizando como internação por covid-19”, explica a gestora.

De acordo com a secretária executiva de Vigilância e Regulação em Saúde da Sesa, Sarah Mendes, o crescimento dos casos em junho são reflexo da introdução das sublinhagens B.A.4 e B.A.5 da variante Ômicron no Estado.

“Em maio, tivemos 2.059 casos confirmados, com 11 óbitos e letalidade de 0,5%. Em junho, saltamos para 17.122 confirmados até o dia 29, com 12 óbitos e letalidade menor, de 0,07%. E 60% das amostras positivas analisadas são dessas sublinhagens da Ômicron”, explica.

Sarah Mendes atribui à vacinação os sintomas leves dos pacientes positivados na quarta onda. “Passamos de 60% da população vacinada com a primeira dose de reforço, mas precisamos sensibilizar as pessoas, sobretudo as mais jovens, a tomar o segundo reforço. Só assim poderemos manter a doença nesse nível de não agravamento de sintomas nem de aumento de óbitos”.

Varíola do macaco

Durante a coletiva, também foi informado o primeiro caso confirmado de Monkeypox (varíola do macaco) no Ceará. Trata-se de paciente de 35 anos, brasileiro, residente de Fortaleza, com histórico de deslocamento recente para São Paulo e Rio de Janeiro, cidades que já confirmaram casos da doença.

No Estado, foram notificados 14 casos suspeitos. Dois foram descartados laboratorialmente – dos municípios de Fortaleza (1) e Maracanaú (1). Outros 11 seguem em investigação. Os pacientes suspeitos são residentes dos municípios de Fortaleza (5), Cedro (1), Caucaia (1), Caridade (1), Russas (1), São Gonçalo do Amarante (1) e Ocara (1).

Em todas as notificações foram aplicadas as medidas recomendadas, como isolamento, busca ativa de contatos e coleta de material para exames laboratoriais para elucidação do caso e para diagnóstico diferencial para outras doenças, que estão em processamento.

Topo Logo

Apoio e patrocinio