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Nova reunião busca soluções para o gramado da Arena Castelão

Intervenção imediata foi descartada, e um grupo de trabalho irá buscar alternativas. Foto: Silvio Jr./Ascom Sejuv.

A situação do gramado da Arena Castelão, principal estádio cearense, voltou a ser discutida nesta quinta-feira (9), em reunião com representantes do Governo do Estado, dos clubes Ceará e Fortaleza, da Federação Cearense de Futebol (FCF) e do Ministério Público do Ceará (MPCE).

Assim como na última reunião entre as partes, no final de 2021, o Governo propôs o fechamento imediato do Castelão para troca total do gramado. Os dois clubes cearenses, juntamente com a FCF, recusaram a proposta, e pediram que as obras sejam realizadas apenas a partir de novembro, ao final da temporada de jogos.

Segundo a Superintendência de Obras Públicas (SOP), são necessários de 60 a 90 dias de paralisação de jogos para a troca do gramado. Além de ser afetado pelas fortes chuvas, o gramado está sendo muito utilizado, com uma média de um jogo a cada cinco jogos, fazendo da Arena Castelão o estádio mais utilizado do Brasil, com 38 partidas até então.

“O equipamento tem uma dificuldade pelo tempo de plantio, é o gramado que tem mais jogo no Brasil, isso é inegável, as chuvas pesam, e ninguém quer criar problema. Mas nós não podemos parar, não tem como parar”, afirmou o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz.

“Estamos cientes das dificuldades, e estamos sempre aqui tentando de alguma forma colaborar, mas não podemos fechar o estádio, e concordamos com o que o presidente do Fortaleza colocou”, disse o diretor de operações do Ceará, Veridiano Pinheiro.

Todos ressaltaram que o Governo do Ceará não pode ser responsabilizado pela situação. Eles defenderam a necessidade de manter o estádio em funcionamento, apesar da necessidade de correção do gramado, e apontaram que a única solução no momento é procurar meios de viabilizar melhor a manutenção entre os jogos.

Busca por solução

Uma comissão, com participação do Estado, dos clubes, da FCF e do Ministério Público, vai ser formada para pensar a melhor forma de utilizar o estádio até que a reforma do gramado da Arena seja feita. Para o representante do MPCE, Edvando Elias, uma das saídas é dar um descanso maior ao gramado, levando jogos de menor projeção de público para o estádio Presidente Vargas (PV).

“Atualmente, a capacidade do PV está autorizada para 10 mil pessoas, mas, em no máximo duas semanas, teremos a capacidade máxima de pouco mais de 20 mil espectadores. Como medida paliativa, o PV pode receber jogos de menor porte”, pontuou o coordenador do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor do MPCE.

Os representantes dos clubes também se colocaram à disposição para investir em formato de parceria com o Governo do Ceará. O presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, afirmou que a Conmebol irá fazer uma visita ao estádio na próxima segunda-feira (13), para inspecionar a situação atual do campo.

Segundo ele, a entidade também teria se disposto a ajudar com investimentos para melhorar as condições do gramado, em razão das oitavas de final da Copa Libertadores e Sul-Americana, que terá jogos do Fortaleza e do Ceará.

Com informações do Governo do Ceará

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