Durante muito tempo, superfícies uniformes, acabamentos industriais e ambientes minimalistas dominaram os projetos de arquitetura e interiores. Nos últimos anos, no entanto, um novo movimento tem ganhado força na decoração: a valorização de materiais naturais, como pedra, cerâmica, fibras e linho, que conferem identidade, textura e personalidade aos espaços.
Para Renata Marinho, CEO da La Vinci Revestimentos, essa mudança vai além da estética e reflete uma nova forma de enxergar o conceito de luxo.
“Hoje, o mercado valoriza autenticidade, exclusividade, propriedade, materialidade e permanência muito mais do que superfícies perfeitas e padronizadas. Os materiais naturais entregam exatamente isso: cada peça é única, desperta os sentidos e cria ambientes com identidade própria”, afirma.
Segundo ela, o comportamento do consumidor também mudou. Em um cenário marcado pela rapidez das transformações e pelo excesso de estímulos digitais, cresce o desejo por ambientes que transmitam acolhimento e contem histórias.
“Essa transformação vai além da arquitetura. Ela revela um desejo muito humano de voltar à essência. As pessoas buscam o que é verdadeiro: materiais que carregam história, imperfeições que revelam autenticidade e espaços que nos representam. A casa vira, ainda mais, reflexo do que somos”, destaca.
Na prática, essa tendência tem impulsionado a procura por revestimentos que unem beleza e desempenho técnico. Entre os destaques da La Vinci estão as lâminas de pedra natural, que preservam os veios e características únicas de cada peça, mas oferecem soluções que ampliam as possibilidades dos projetos arquitetônicos graças à leveza, flexibilidade e facilidade de instalação. Linhos e fibras naturais também figuram entre os materiais mais procurados por arquitetos e clientes que desejam criar ambientes mais sensoriais e personalizados.
Outra novidade do portfólio é a chegada da Lepri, marca reconhecida nacionalmente por seus revestimentos artesanais. A fabricante passa a integrar a curadoria da La Vinci com uma linha de cerâmicas rústicas, peças em argila, bricks e tijolinhos que reforçam a valorização de materiais naturais e sustentáveis nos projetos de decoração de interiores.
Apesar do crescimento desse tipo de revestimento, Renata explica que ainda existe o mito de que materiais naturais são mais delicados. Segundo ela, a durabilidade depende principalmente da especificação correta, da instalação adequada e dos cuidados indicados para cada aplicação.
“Existe um mito de que materiais naturais são mais delicados. Na verdade, eles apenas exigem conhecimento técnico para serem bem especificados. Quando isso acontece, o tempo deixa de ser um adversário e passa a ser um aliado. Diferentemente de muitos materiais industrializados, a pedra natural envelhece com elegância, ganha personalidade e incorpora à sua beleza a história de cada ambiente”, conclui.























