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Anunciado o fim da tarifa de contingência de água no Ceará

Medida vale a partir do consumo do mês de maio para toda a Região Metropolitana de Fortaleza. Foto: Ascom Cagece

O Governo do Ceará anunciou, nesta quinta-feira (5), o fim da tarifa de contingência da água, taxa da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) criada em 2015 em razão de um período de forte escassez hídrica. A medida vale a partir do consumo do mês de maio para toda a Região Metropolitana de Fortaleza.

A iniciativa se deve em grande parte aos bons níveis dos reservatórios durante a quadra chuvosa desse ano. Dados recentes da Cogerh contabilizam aporte de 3,64 bilhões de metros cúbicos, valor bem superior aos pouco mais de 1,7 bi contabilizados em 2021.

A taxa de contingência até então era cobrada de cerca de 353 mil domicílios cearenses, nos municípios de Fortaleza, Aquiraz, Cascavel, Caucaia, Chorozinho, Eusébio, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba, São Gonçalo do Amarante, São Luis do Curu, Paraipaba e Paracuru.

“Mais de quatro milhões de pessoas serão beneficiadas e a medida vale a partir do consumo do mês de maio. Portanto, somente as faturas que chegarão para pagamento em junho estarão sem essa cobrança”, destacou o presidente da Cagece, Neuri Freitas.

Uso Racional da água e Clima Semiárido

A governadora do Ceará, Izolda Cela, ressalta que a média total de reservas do Ceará é de 37% e que segue subindo. “Se observamos o macrossistema que serve a Fortaleza e à Região Metropolitana, mais precisamente a 18 municípios, nós temos um percentual de quase 95% de abastecimento e com uma previsão de chegar a 100% no final de maio. Esses números nos dão uma situação confortável”, pontuou a governadora.

Izolda Cela explica ainda que essa situação atual dá autonomia de água para a região servida pelos açudes Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião por dois anos sem precisar da necessidade da água do Castanhão.

A situação, entretanto, segue irregular no Sertão Central, com a Bacia do Banabuiú registrando apenas 9% de sua capacidade máxima de armazenamento. O alerta indica que mesmo com bons aportes, o clima semiárido tem como característica chuvas irregulares com regiões mais confortáveis e outras com armazenamentos menos expressivos – como é o caso da bacia do Curu e do Banabuiú no Sertão Central.

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