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Nordeste se torna a segunda maior região do Brasil em gestão de patrimônio, com R$ 60,5 bilhões

N54-5
Foto: Reprodução

O Nordeste ultrapassou o Sul e assumiu a segunda posição entre as regiões brasileiras com maior volume de recursos administrados por gestores de patrimônio. No primeiro semestre de 2026, o montante chegou a R$ 60,5 bilhões, crescimento de 9,4% em comparação com dezembro de 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Com o resultado, a região passou a concentrar aproximadamente 11,3% do patrimônio administrado no país. No fim de 2025, essa participação era de 10,2%. O avanço representa um acréscimo de cerca de R$ 5,2 bilhões em recursos no período.

O desempenho nordestino contrasta com o cenário nacional. No Brasil, o volume total administrado por gestores de patrimônio recuou 1,9% no primeiro semestre, chegando a R$ 533,3 bilhões. O Sudeste permanece na liderança, com R$ 407,5 bilhões, apesar de uma queda de 3,5% no período. Já o Sul ocupa a terceira posição, com R$ 55,9 bilhões, após retração de 1,2%.

No ranking regional, o Centro-Oeste aparece em quarto lugar, com R$ 5,7 bilhões, enquanto o Norte soma R$ 3,7 bilhões. Embora tenha uma participação menor no total nacional, a região Norte registrou o maior crescimento percentual do período, de 19,4%.

Crescimento também no número de clientes

O avanço da gestão patrimonial também aparece na quantidade de clientes atendidos no país. De acordo com a Anbima, o número chegou a 40.043 no primeiro semestre de 2026, alta de 9,4%. As carteiras administradas cresceram 13,5%, alcançando 38.537, enquanto a quantidade de fundos de investimento recuou 18,7%, totalizando 2.552.

Entre as modalidades de investimento, a renda fixa continuou concentrando a maior parcela dos recursos, com R$ 234,4 bilhões, equivalente a 44% do total nacional. Apesar da liderança, o volume caiu 8,4% no semestre. A renda variável, por outro lado, avançou 6,2%, chegando a R$ 185,5 bilhões e ampliando sua participação de 32% para 35%.

Os números indicam uma mudança na distribuição regional do mercado de gestão de patrimônio no Brasil, com o Nordeste ampliando sua participação e superando o Sul em volume de recursos administrados.

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