Por trás de uma loja, de um salão de beleza, de uma cozinha de produção, de um escritório ou de um negócio que nasceu nas redes sociais, existe uma história. Muitas vezes, existe uma mulher que, além de administrar as vendas, o estoque, as contas e os clientes, também cuida da casa, acompanha os filhos e encontra, no empreendedorismo, uma forma de construir autonomia e garantir o sustento da família.
No Brasil, 10,4 milhões de mulheres são empreendedoras, segundo dados do Sebrae. Desse universo, 53,7% são responsáveis pelo sustento da casa. Os números ajudam a dimensionar o papel que o empreendedorismo exerce na vida dessas mulheres.
A rotina de quem está à frente de um pequeno negócio frequentemente se mistura às demandas da vida pessoal. O boleto da empresa divide espaço com as contas de casa e o planejamento financeiro precisa caminhar junto com as despesas da família.
A chamada dupla ou até tripla jornada está entre os principais desafios enfrentados pelas mulheres empresárias. Também fazem parte dessa realidade as dificuldades de acesso a crédito e financiamento e o preconceito de gênero, que ainda pode questionar a capacidade de liderança e a competência das mulheres no ambiente de negócios.
Apesar dos desafios, as mulheres seguem ocupando cada vez mais espaço no empreendedorismo. E, quando um negócio prospera, os resultados podem ultrapassar as fronteiras da própria empresa.
Uma empreendedora que aumenta suas vendas pode melhorar a renda da família. Quem formaliza o negócio passa a ter acesso a novas possibilidades. Quem aprende a organizar as finanças ganha mais segurança para tomar decisões. Quem amplia sua rede de contatos encontra parceiros, clientes e novas oportunidades.
É por isso que o Sebrae atua para estar ao lado das mulheres em diferentes momentos da trajetória empresarial, oferecendo orientação, capacitação e acesso a informações que ajudam a tornar os negócios mais preparados para crescer.
Uma das iniciativas é o Sebrae Delas, programa voltado ao fortalecimento do empreendedorismo feminino, com ações que trabalham gestão, desenvolvimento pessoal e profissional e formação de redes de apoio. A proposta considera que, para fortalecer uma empresa, também é importante fortalecer quem está à frente dela.
A construção de uma rede é especialmente importante diante de uma jornada que, muitas vezes, pode ser solitária. Trocar experiências com outras empreendedoras, compartilhar desafios, encontrar referências e construir conexões são caminhos que ajudam a ampliar a confiança e as possibilidades de crescimento.
No Dia Nacional da Mulher Empresária, celebrado em 17 de agosto, o Sebrae reconhece cada trajetória e enxerga as mulheres que estão por trás dos negócios, das decisões e dos resultados.





















