Depois de meses sustentando indicadores positivos, a indústria cearense segue demonstrando capacidade de manter o ritmo de crescimento mesmo em um ambiente menos favorável no país. Em maio deste ano, os principais indicadores da atividade industrial voltaram a apontar expansão em relação ao mês anterior, reforçando um cenário de maior dinamismo para o setor. Os dados são da Sondagem Industrial, publicação mensal da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), elaborada pelo Observatório da Indústria Ceará, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O contraste em relação ao cenário nacional é um dos destaques do levantamento. Enquanto o indicador de evolução da produção alcançou 52,5 pontos no Ceará, permanecendo acima da linha dos 50 pontos que indica expansão da atividade industrial, o índice brasileiro ficou em 48,9 pontos, sinalizando retração. O mesmo comportamento foi observado no mercado de trabalho: o indicador de evolução do número de empregados atingiu 52,3 pontos no estado, frente aos 48,4 pontos registrados no Brasil.
Outro dado que reforça esse cenário é a utilização da capacidade instalada, que chegou a 73% no Ceará, acima dos 69% registrados nacionalmente. O resultado indica maior intensidade no uso da estrutura produtiva das indústrias cearenses e reforça a continuidade do ciclo de expansão observado no estado.
Além desses resultados, a Sondagem Industrial reúne informações sobre estoques, expectativas para demanda, emprego, exportações, compra de matérias-primas e intenção de investimentos, oferecendo um panorama abrangente do desempenho e das perspectivas de crescimento das indústria cearense.
A pesquisa ouviu 48 indústrias cearenses, sendo 14 de pequeno porte, 18 de médio porte e 16 de grande porte, entre os dias 1º e 12 de junho de 2026. No levantamento nacional, participaram 1.383 empresas.























