O Museu da Indústria recebeu, na última terça-feira (12/05), a cerimônia de lançamento da Fundação Elmo, iniciativa que transforma o legado do capacete Elmo em uma instituição permanente, sem fins lucrativos, voltada à pesquisa, inovação, ensino e preservação da memória da saúde respiratória no Brasil. O evento reuniu autoridades, pesquisadores e profissionais da saúde em uma celebração marcada pelo reconhecimento ao impacto da tecnologia desenvolvida no Ceará durante a pandemia de Covid-19 e pela projeção de novos caminhos para o fortalecimento da assistência respiratória no país.
A solenidade contou com a presença do diretor-geral da Fundação Elmo, Marcelo Alcantara Holanda; do diretor regional do SENAI Ceará e superintendente do SESI Ceará, Paulo André Holanda, representando o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante; e do presidente do Conselho Curador da instituição, Armênio Aguiar dos Santos. O evento também reuniu representantes de universidades, instituições de pesquisa, profissionais da saúde, integrantes do setor público e lideranças da iniciativa privada. A condução da cerimônia foi realizada pelo jornalista Nonato Albuquerque.
A programação foi aberta com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da Covid-19 no Brasil, seguido da execução do Hino Nacional e do Hino do Ceará.
Em discurso de abertura, Marcelo Alcantara destacou que a Fundação nasce a partir da mobilização coletiva que possibilitou o desenvolvimento do capacete Elmo, considerado um dos principais cases de inovação em saúde durante a pandemia. “A Fundação Elmo carrega, em seu nome, uma homenagem a todas as instituições e pessoas que participaram do maior case de inovação em saúde durante a pandemia: o nosso capacete Elmo. Foi desenvolvido pela FUNCAP, pela Universidade Federal do Ceará, pela Universidade de Fortaleza, pela Escola de Saúde Pública da Secretaria de Saúde do Ceará, pelo Sistema FIEC e SENAI, e produzido pela empresa Esmaltec. Um milagre juntar essas instituições que nunca haviam trabalhado juntas para salvar vidas”, afirmou.
Segundo ele, o dispositivo foi responsável por salvar dezenas de milhares de pessoas no Ceará e em outros estados brasileiros. “A missão da fundação é realizar e apoiar ações em benefício da saúde respiratória por meio de quatro pilares que se entrelaçam: pesquisa, inovação, ensino e memória”, complementou.
Anfitrião da solenidade no Museu da Indústria, Paulo André Holanda destacou a importância do Elmo como símbolo da capacidade de articulação entre ciência, indústria e poder público diante de um cenário de emergência sanitária. Segundo ele, o projeto reuniu dezenas de profissionais e instituições em torno de um propósito comum, consolidando-se como uma das principais iniciativas desenvolvidas durante a pandemia.
“Foi uma iniciativa construída com coragem, colaboração e compromisso coletivo. Reuniu mais de 60 profissionais e diversas instituições em torno de um propósito comum – entre elas, a FIEC, sob a gestão do Presidente Ricardo Cavalcante. Na minha visão, foi a maior invenção surgida durante a pandemia, depois das vacinas”, afirmou.
Paulo André também reforçou o compromisso do Sistema FIEC, por meio do SESI e do SENAI, com o fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento tecnológico no Ceará. “Seguiremos ao lado das instituições parceiras, apoiando iniciativas que transformem conhecimento em soluções concretas para a sociedade. O Elmo é um exemplo de como a união entre academia, setor produtivo e poder público pode gerar resultados extraordinários”, destacou.
O gestor relembrou ainda o reconhecimento internacional alcançado pelo capacete Elmo a partir da visita de uma comitiva alemã ao SENAI Barra do Ceará, em 2021. Na ocasião, representantes do estado de Baden-Württemberg demonstraram interesse pela tecnologia após conhecerem sua trajetória e os resultados alcançados no atendimento a pacientes durante a pandemia.
“O Elmo chamou a atenção. Após apresentarmos sua trajetória e mostrarmos como a tecnologia foi desenvolvida e utilizada para salvar milhares de vidas, houve um reconhecimento muito significativo por parte da comitiva alemã. Posteriormente, fui convidado a apresentar essa experiência no Ministério da Economia, Trabalho e Turismo da Alemanha, o que simboliza a relevância internacional que essa inovação cearense alcançou”, concluiu.
O Reitor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Randal Martins Pompeu, representou o Grupo Edson Queiroz na ocasião. Ele ressaltou a importância da pesquisa acadêmica e da ciência na busca por soluções que beneficiam diretamente a sociedade e que, naquele caso, tratava-se de uma problemática global, resultando na invenção do capacete Elmo, que ajudou a salvar milhares de vidas na pandemia de Covid-19. Nesta mesma linha, discursaram o Dr. João Macedo Coelho Filho, Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (Famed/UFC), e o Dr. Francisco Sales Ávila Cavalcante, representando a Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará.
Durante a cerimônia, foi formalizada a estrutura de governança da Fundação Elmo, com a entrega de certificados aos integrantes dos conselhos e do quadro de fundadores. O Conselho Curador da instituição reúne representantes de diferentes áreas da sociedade, incluindo saúde, ensino superior, ciência, tecnologia, inovação, setor industrial e comunicação. O presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, integra o conselho como representante da indústria cearense. Já o Conselho Fiscal será responsável pelo acompanhamento da transparência institucional.
A programação também contou com homenagens especiais a duas referências da pneumologia brasileira, reconhecidas como Membros Honorários da Fundação Elmo. A médica pneumologista Márcia Alcantara Holanda foi homenageada pelo pioneirismo na identificação da silicose em cavadores de poços no Ceará, pelo trabalho desenvolvido na região da Ibiapaba e pela criação do Programa de Atenção Integral à Criança e Adulto com Asma (PROAICA), iniciativa que contribuiu para a redução da mortalidade e das hospitalizações por asma em Fortaleza. Já a pesquisadora Margareth Maria Pretti Dalcolmo, da Fiocruz e membro da Academia Nacional de Medicina, recebeu a homenagem por sua trajetória como referência internacional no combate à tuberculose e por suas contribuições à saúde pública, reconhecidas, entre outras honrarias, com a Legião de Honra da França.
O evento ainda registrou menções honrosas ao Museu da Indústria e ao Sistema FIEC, representado por Paulo André Holanda, além do Grupo de Comunicação O Povo, representado pelo diretor corporativo Cliff Villar, pelo apoio institucional à iniciativa.





















