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Pesquisa liderada por cearenses descobre que o Brasil tem um dos maiores recifes do mundo

Artigo publicado na revista Nature indica existir um único e extenso recife na América do Sul. Foto: Marcus Davis/Divulgação.
Artigo publicado na revista Nature indica existir um único e extenso recife na América do Sul. Foto: Marcus Davis/Divulgação.
Artigo publicado na revista Nature indica existir um único e extenso recife na América do Sul. Foto: Marcus Davis/Divulgação.

Uma pesquisa pioneira liderada pelo Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) da Universidade Federal do Ceará (UFC) demonstrou que um dos três maiores sistemas de corais do mundo está na costa brasileira.

Até então, se acreditava que as áreas de corais existentes no Nordeste, Sudeste e Amazônia eram isoladas. Mas, agora, os pesquisadores descobriram que a área que vai da Guiana Francesa até o sudeste brasileiro, com 4 mil quilômetros, é um único sistema.

Além disso, a pesquisa confirmou que a costa semiárida do Nordeste, que inclui Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, tem um sistema de coral imenso, com cerca de mil quilômetros, e que ele não está isolado dos demais.

“O sistema da costa da Amazônia, que começa na Guiana Francesa e passa pelo Pará, Amapá e Maranhão está conectado ao da costa semiárida. Esses dois sistemas estão conectados ao da costa leste do Brasil, que é Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, chegando até o Sudeste”, explica o professor Marcelo Soares, associado do Labomar da UFC, que integra o grupo de 23 autores da pesquisa.

A pesquisa, publicada na revista Nature, também foi encabeçada pela Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), e contou com cientistas do Brasil, Itália, Alemanha e dos Estados Unidos. Os cientistas analisaram dados de cerca de 8 mil espécies que se movem e se conectam, 95% estão no Brasil.

O pesquisador brasileiro ressalta que, diferentemente da Grande Barreira de Corais na Austrália, onde o sistema é mais raso e as águas são transparentes, aqui, a maior parte está em águas muito profundas e que só pode ser observado com mergulho, uso de satélites, vídeos, e fotos.

Potenciais da pesquisa

A descoberta representa uma oportunidade para o Brasil explorar essas riquezas de modo sustentável. Segundo o pesquisador, cálculos econômicos dão conta de que cada hectare de recife gera US$ 355 mil por ano para a sociedade.

Imagem: Reprodução/Nature.

“É um dos ecossistemas mais valiosos do planeta”, ressalta. Entre as oportunidades estão destinação das áreas para recreação e turismo, principalmente para mergulhos. Mas tem também o potencial tecnológico.

“Como é uma área muito biodiversa, você pode ter muitos produtos biotecnológicos, inclusive, para a questão farmacêutica e humana. Várias substâncias antibióticas, anticâncer já foram encontradas em recifes. Então, o potencial para patentes e tecnologia é altíssimo”, ressalta Marcelo Soares.

Os corais têm, ainda, importância para a pesca, já que são berçários da vida marinha, proporcionando a procriação de uma variedade de peixes consumidos pela população. Além disso, esses sistemas formam uma barreira natural que protegem a costa litorânea e absorvem carbono.

O trabalho do grupo de pesquisadores pode servir para uma série de ações de conservação e uso sustentável, como implementação de unidades de conservação marinha nessas áreas, combater espécies invasoras, fazer a compatibilização de algumas atividades econômicas como portos, energias, cabos submarinos e agricultura.

“O Brasil tem um grande potencial de ser um líder nessa área ambiental, de receber recursos, fazer inclusão social, combater a pobreza e preservar os ecossistemas”, conclui o pesquisador do Labomar.

Com informações da UFC e do Governo Federal.

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