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Setor mineral do Ceará registra recorde histórico de exportações em 2025

O setor mineral do Ceará alcançou, em 2025, o melhor desempenho de sua história nas exportações e consolidou-se como um dos principais vetores da balança comercial do estado. Com forte expansão no mercado internacional, as vendas externas de produtos minerais somaram US$ 156,4 milhões, avanço de 93% em relação a 2024, segundo dados oficiais do comércio exterior.

Com esse resultado, o segmento passou a responder por 6,8% das exportações totais do Ceará, ocupando a terceira posição entre os setores exportadores e se destacando como um dos mais dinâmicos do comércio exterior cearense. As informações constam no relatório anual Setorial em Comex – Setor Mineral, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), disponíveis no sistema Comex Stat.

O principal destaque de 2025 foi o quartzito. No ano, o Ceará tornou-se o maior exportador brasileiro do produto, reposicionando o estado no mercado nacional de rochas ornamentais. O mineral respondeu por cerca de 50% das exportações do setor, com faturamento de US$ 77,5 milhões e crescimento de 178,1% na comparação anual.

Além do quartzito, o desempenho do setor foi impulsionado pela ampliação e diversificação da pauta exportadora. Outras pedras de cantaria totalizaram US$ 22,3 milhões em vendas externas, com crescimento superior a 160%. A magnésia calcinada alcançou US$ 18,7 milhões, enquanto produtos como mica aglomerada e ferro-silício mantiveram trajetória de evolução ao longo do ano. A diversificação contribuiu para reduzir a dependência de um único produto e ampliar a resiliência do setor frente às oscilações do mercado internacional.

Em termos de destino, os produtos minerais cearenses chegaram a 78 países em 2025. A Itália manteve-se como principal mercado comprador, com importações de US$ 56 milhões, crescimento superior a 110% e liderança na absorção do quartzito. Os Estados Unidos ampliaram as compras em 54%, totalizando US$ 31,3 milhões, com foco em produtos de maior beneficiamento. Já a China apresentou a maior taxa de crescimento, com as importações saltando de US$ 7,7 milhões em 2024 para US$ 28,8 milhões em 2025, alta de 273,1%.

O avanço das exportações teve reflexo direto no saldo da balança comercial do setor mineral. Com importações limitadas a US$ 5,1 milhões no ano, o superávit comercial atingiu US$ 151,3 milhões, resultado 94,2% superior ao registrado em 2024.

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