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Reforma Tributária sem complicação: o que o empreendedor precisa saber?

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
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A REFORMA TRIBUTÁRIA COMEÇOU. E AGORA?

Se você é empresário, provavelmente já ouviu alguém dizer: “A reforma tributária ainda vai demorar”, “Isso é assunto para grandes empresas”, ou mesmo que só vai impactar quem está em outro regime tributário. Mas, a realidade é menos confortável: a reforma já começou. E não, isso não significa que você acordará amanhã pagando um imposto completamente novo. Significa, sim, que as regras do jogo estão sendo redesenhadas agora, enquanto muitos ainda fingem que nada está acontecendo.

A reforma tributária surgiu para atacar dores antigas do ambiente de negócios brasileiro: impostos em excesso, regras confusas, interpretações diferentes para a mesma operação e um custo enorme de tempo e dinheiro para cumprir obrigações que pouco contribuem para o crescimento das empresas. Hoje, não é exagero dizer que muitos empresários entendem melhor seus clientes do que os próprios impostos que pagam. E isso definitivamente não deveria ser normal.

A proposta da reforma é simplificar, dar previsibilidade e acabar com a confusão. Não simplificar no discurso político, mas na estrutura do sistema. Em vez de vários tributos diferentes incidindo sobre o consumo, o Brasil caminha para um modelo mais parecido com o adotado em boa parte do mundo, com menos impostos, regras mais claras e menos efeito cascata ao longo da cadeia produtiva. Na prática, a ideia é tornar o imposto mais transparente e evitar que ele se acumule a cada etapa da operação.

Mas aqui entra um ponto importante, que costuma gerar ansiedade desnecessária: nada acontece de uma vez. A palavra que melhor define a reforma é transição. E uma transição longa, pensada justamente para evitar rupturas bruscas na economia, não quebrar empresas e não gerar caos econômico. A partir de 2026, começa um período de testes, com alíquotas reduzidas convivendo com os impostos atuais. Em 2027, alguns tributos antigos começam a ser extintos. Entre 2029 e 2032, o sistema antigo e o novo funcionam simultaneamente. Somente em 2033 o novo modelo passa a valer de forma integral.

Isso significa que, durante alguns anos, o empresário vai conviver com dois sistemas ao mesmo tempo. E é exatamente aí que mora o risco… e também a oportunidade.

Traduzindo esse cenário para a vida real do empreendedor, sua empresa vai operar por um período em um ambiente híbrido. Não porque a reforma seja necessariamente negativa, mas porque ignorar esse movimento pode gerar decisões equivocadas. Empresas que não revisarem sua formação de preços podem perder margem sem perceber. Quem não olhar com atenção para o fluxo de caixa pode sentir o imposto chegar antes do esperado. E quem não planejar corre o risco de simplesmente seguir no piloto automático, pagando mais do que deveria ou escolhendo um regime que não faz sentido para a realidade do negócio.

Por outro lado, entender a reforma com antecedência traz algo raro no cenário tributário brasileiro: previsibilidade. Dá tempo de simular cenários, revisar contratos, repensar processos e ajustar decisões estratégicas com calma. Quando bem compreendida, a reforma deixa de ser um problema e passa a ser mais uma variável de gestão, assim como custo, preço ou investimento.

O empresário precisa entender desde já que, mesmo sem entrar em detalhes técnicos, alguns pontos são essenciais. Preço e margem vão mudar, e quem não revisitar sua estratégia de precificação pode perder rentabilidade sem perceber. O fluxo de caixa ganha ainda mais importância, já que a tendência é que o imposto seja recolhido mais próximo da venda, e não meses depois. E o planejamento deixa de ser opcional. Quem apenas “segue pagando imposto” corre o risco de escolher o pior caminho, simplesmente por falta de análise.

O objetivo desta coluna é justamente esse: traduzir a reforma tributária para a linguagem de quem empreende. Sem juridiquês, sem alarmismo e sem promessas milagrosas. Nos próximos artigos, vamos falar sobre quais impostos saem, quais entram, como ficam os pequenos negócios, o Simples Nacional e, principalmente, o que você pode — e deveria — estar fazendo desde já para não ser pego de surpresa no meio da transição.

Porque, no fim das contas, reforma tributária não é um tema distante ou exclusivo de especialistas. Ela impacta decisões do dia a dia. E decisão mal informada, todo empresário sabe, quase sempre custa caro. Quem entende antes decide melhor, se organiza com calma e ganha vantagem competitiva. Quem deixa para depois corre o risco de ser pego no meio da transição… e sem estratégia.

A reforma tributária já começou — e entender agora faz toda a diferença.

Para análises práticas e conteúdo direto ao ponto: @amanda.venancio | @secrangroup

Amanda Venancio é empresária e especialista em gestão e planejamento tributário. Lidera o Secran Group e escreve sobre reforma tributária com foco prático, ajudando empreendedores a tomarem decisões mais seguras e estratégicas.

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