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Reforma Tributária: não é sobre imposto, é sobre estratégia

Foto: Arquivo Secran
Foto: Arquivo Secran
Foto: Arquivo Secran

OS IMPOSTOS MUDARAM. SUA EMPRESA JÁ PERCEBEU?

Muitos empresários ainda olham para a reforma tributária como algo distante, quase teórico. A sensação é de que nada mudou de verdade e que os impactos só serão sentidos lá na frente. O problema é que, enquanto essa percepção permanece, os impostos já começaram a mudar — ainda que de forma silenciosa.

A reforma não começou com boletos diferentes ou novas guias para pagar amanhã. Ela começou com a mudança na lógica do sistema. E quando a lógica muda, decisões antigas podem deixar de fazer sentido, mesmo que os números ainda pareçam iguais no curto prazo.

Durante anos, as empresas aprenderam a conviver com uma estrutura confusa de tributos sobre consumo, em que o imposto se acumulava ao longo da cadeia e variava conforme o estado, o município ou o tipo de operação. Esse modelo exigia criatividade, interpretações e, muitas vezes, um esforço enorme apenas para cumprir regras. A reforma vem justamente para desmontar essa lógica e substituí-la por um sistema mais simples, mais transparente e menos cumulativo.

Na prática, alguns impostos vão desaparecer, outros vão surgir e, por um bom tempo, eles vão conviver entre si. Isso significa que sua empresa pode estar pagando impostos “do jeito antigo”, mas tomando decisões que já deveriam considerar o “jeito novo”. E é aí que mora o ponto de atenção.

Formação de preço, por exemplo, sempre foi uma dor sensível. Com a mudança dos tributos sobre consumo, a forma como o imposto pesa sobre cada etapa da operação muda também. Empresas que não revisarem seus preços com essa nova lógica correm o risco de perder margem sem perceber. Não porque estão pagando mais imposto agora, mas porque estão se preparando mal para o que vem adiante.

O mesmo vale para o fluxo de caixa. A tendência do novo sistema é aproximar o recolhimento do imposto do momento da venda. Para quem está acostumado a pagar tributos semanas ou meses depois, essa mudança exige organização. Caixa desorganizado, nesse cenário, deixa de ser um problema operacional e passa a ser um risco estratégico.

Por outro lado, entender essas mudanças com antecedência permite algo raro no ambiente tributário brasileiro: planejamento. Dá para simular cenários, rever contratos, renegociar condições comerciais e ajustar processos sem pressa. Empresas que se antecipam não fazem isso para “pagar menos imposto”, mas para decidir melhor.

A reforma tributária não muda apenas impostos. Ela muda comportamentos. Obriga o empresário a olhar com mais atenção para preço, margem, caixa e estratégia. Quem enxerga isso agora transforma a transição em vantagem competitiva. Quem ignora corre o risco de ser surpreendido no meio do caminho.

Nas próximas colunas, vamos aprofundar quais impostos saem, quais entram e o que realmente muda no dia a dia das empresas. Sempre com o mesmo compromisso: menos teoria, mais decisão.

A reforma tributária já começou — e entender agora faz toda a diferença.
Para análises práticas e conteúdo direto ao ponto: @amanda.venancio | @secrangroup

Amanda Venancio é empresária e especialista em gestão e planejamento tributário. Lidera o Secran Group e escreve sobre reforma tributária com foco prático, ajudando empreendedores a tomarem decisões mais seguras e estratégicas.

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