Recomeços que cabem na vida real
Descansar, hoje, exige antes de tudo abandonar a ilusão de que podemos tudo o tempo todo
Por Redação 085 - Conexão085
Antes do recesso, encerre bem. Delegue, comunique e libere as equipes para um bom descanso. O fechamento do ano não é apenas operacional, é emocional. Quando um líder organiza a saída, ele reduz ansiedade, evita ruídos e cria previsibilidade, um dos elementos centrais da segurança psicológica.
Um líder que não descansa eleva riscos psicossociais no próprio corpo e no corpo da equipe. A exaustão é contagiosa. A tensão de um gestor escorre para as rotinas, aumenta reatividade, prejudica decisões e gera um clima onde todos sentem que precisam “dar conta” além do saudável. Com isso, a sensibilidade relacional diminui, a escuta fica mais curta, a paciência mais fina, a empatia mais rarefeita.
Descansar, hoje, exige antes de tudo abandonar a ilusão de que podemos tudo o tempo todo. Essa fantasia de onipotência, tão comum na era da performance, nos impede de pausar porque nos convence de que sempre há mais a fazer, mais a provar, mais a entregar.
Mas a vida real não se sustenta nesse ideal. Ela se desenha justamente nos nossos limites, nas imperfeições, nos erros que lembram que somos humanos. Quando aceitamos essa realidade, o descanso deixa de ser culpa e passa a ser necessidade legítima.
É nesse encontro com o real, e não com a perfeição imaginada, que finalmente nos tornamos capazes de parar de verdade.
Encerrar bem o ano é liderar de forma humana, dar direção, confiar, fechar ciclos e permitir que todos respirem antes de recomeçar.
Que cada pessoa que conduz sua vida seja em casa, no trabalho ou nos próprios sonhos, encontre, neste novo início, coragem para pausar, reavaliar e recomeçar com mais leveza.
13 de dezembro de 2025 às 9:00














