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Projetos da UFC contra o câncer são aprovados pelo Ministério da Saúde

Foto: Viktor Braga/UFC
Foto: Viktor Braga/UFC
Foto: Viktor Braga/UFC

Parceria entre unidades de pesquisa e extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC) que trabalham com câncer conseguiram aprovação de dois projetos no Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), do Ministério da Saúde. Juntos, os projetos devem receber em torno de R$ 9,5 milhões para desenvolvimento de serviços e pesquisas na área oncológica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O PRONON permite captar e canalizar recursos privados, por meio de renúncia fiscal, para prevenção, combate e tratamento oncológico. Na edição deste ano, 290 projetos foram inscritos em todo o Brasil, tendo sido aprovados 30, dos quais dois são do Grupo de Educação e Estudos Oncológicos (GEEON), projeto de extensão da UFC.

Os projetos são resultado da aproximação entre o GEEON, que há mais de 20 anos desenvolve um conjunto de ações assistenciais no combate ao câncer de mama, e dos Laboratórios de Oncologia Experimental e de Citogenômica do Câncer, ambos vinculados ao Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade.

O que vai ser pesquisado?

O primeiro projeto prevê um estudo de epidemiologia molecular quanto ao tipo e à frequência de problemas oncológicos em populações quilombolas no Ceará. Ele nasceu a partir da experiência clínica do GEEON, que tem trabalho importante de rastreamento de casos de neoplasias da mama. Foi esse rastreamento que permitiu perceber a alta incidência da doença nessa comunidade. O desejo é avançar na identificação e prevenção do câncer de mama, bem como relacionar os casos em quilombolas a fatores de risco e predisposição genética.

O segundo projeto segue na linha da pesquisa experimental e pretende identificar novos biomarcadores para facilitar o diagnóstico da síndrome mielodisplásica (SMD), um conjunto de alterações nas células sanguíneas que compromete seu amadurecimento e que pode evoluir para quadro de leucemia.

Além disso, o projeto também se propõe a avaliar, em estudos pré-clínicos (usando modelos animais do biotério do NPDM), o potencial anticâncer de uma molécula inspirada na biodiversidade brasileira que já vem sendo estudada pelo Laboratório de Oncologia Experimental.

Com isso, os pesquisadores acreditam que completam uma parte importante da cadeia do desenvolvimento de fármacos anticâncer: começando com atuação clínica junto ao paciente e a identificação dos biomarcadores, seguidos por prospecção e identificação de moléculas com potencial antitumoral e por pesquisa não clínica baseada em estudos de validação, farmacocinética e segurança em modelo animal.

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