A inadimplência de aluguel no Ceará registrou, em novembro de 2025, o menor nível dos últimos seis meses, indicando um cenário de melhora gradual para proprietários e imobiliárias no Estado. O índice caiu de 5,66% em outubro para 4,96%, uma redução de 0,70 ponto percentual, segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, plataforma especializada em soluções para o mercado imobiliário e condominial.
O resultado representa um alívio no curto prazo e reforça a tendência de recuperação observada ao longo do segundo semestre. Ainda que, na comparação anual, o índice esteja acima do registrado em novembro de 2024 (4,16%), o recuo mensal é visto como um sinal positivo de maior equilíbrio financeiro entre locadores e locatários.
Apesar de permanecer acima da média nacional, que ficou em 3,69% no mesmo período, o desempenho do Ceará acompanha um movimento de melhora regional. No Nordeste, a inadimplência caiu de forma significativa, passando de 6,84% em outubro para 5,23% em novembro, o que reforça o cenário de ajuste no mercado imobiliário da região.
Para Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, a queda do índice em novembro demonstra a capacidade de reação do setor. “A redução aponta para um momento de maior fôlego no mercado locatício cearense. Mesmo com desafios no horizonte econômico, os dados indicam que há avanços importantes na gestão dos contratos e na organização financeira dos locatários”, avalia.
O levantamento também mostra evolução positiva em segmentos específicos. Nos apartamentos localizados no Nordeste, a inadimplência recuou de 4,61% para 2,99% entre outubro e novembro, aproximando-se do padrão observado no restante do país. O resultado evidencia maior estabilidade nos contratos residenciais desse perfil.
Em âmbito nacional, os dados reforçam um cenário de maior equilíbrio nas faixas intermediárias de aluguel, especialmente entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, que apresentaram os menores índices de inadimplência. Esse comportamento sugere uma adequação mais eficiente entre renda e valor dos contratos, tanto no mercado residencial quanto no comercial.
De forma geral, a queda registrada em novembro sinaliza um ambiente mais favorável para o mercado de locação, com perspectivas de maior previsibilidade e confiança. Embora a cautela ainda seja necessária, os indicadores recentes apontam para uma trajetória de ajuste e fortalecimento gradual do setor no Ceará.







