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Impressora 3D é utilizada em cirurgias odontológicas no HGF

Há cerca de dois meses, a equipe do Serviço de Odontologia do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) passou a contar com uma ferramenta especial para auxílio de diagnósticos clínicos e planejamento de procedimentos cirúrgicos: uma impressora 3D que reproduz, em tamanho real, modelos de mandíbulas, maxilares e até um esqueleto completo da cabeça.

Antes, os biomodelos eram impressos em instituições parceiras de fora do Ceará, o que tornava o processo mais demorado e limitado. O HGF é o primeiro hospital da rede pública do Estado a utilizar a tecnologia.

“É como se você materializasse a tomografia do paciente”, explica o chefe do Serviço de Odontologia da unidade, Roberto Rêgo. “A impressora lê um arquivo específico a partir do exame de imagem e materializa o biomodelo com filamentos de plástico”, completa.

Para Rêgo, a grande vantagem do equipamento no HGF é o ganho de tempo. “Se o paciente tem, por exemplo, um tumor que precisa ser removido e o espaço ser substituído por uma placa de titânio, que é um material muito duro, essa placa pode ser pré-moldada antes da cirurgia com o auxílio do biomodelo. Economiza um tempo absurdo”, ressalta.

Cada unidade do biomodelo leva em torno de quatro horas para ser impressa. Além de auxiliar no tempo dos processos cirúrgicos, os biomodelos garantem mais assertividade nos planejamentos e até nas definições de diagnóstico. “É como se você estivesse pegando na mão a estrutura óssea facial do paciente”, diz o chefe do serviço.

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