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Fluxo de caixa: o imposto vai chegar mais rápido; Por Amanda Venâncio

Foto: Reprodução
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Se tem algo que tira o sono do empresário, não é o imposto em si. É o caixa. Empresa quebra por falta de caixa, não por falta de faturamento.

E é exatamente por isso que a reforma tributária merece atenção, já que uma das principais mudanças do novo modelo é a aproximação do momento de pagamento do imposto com o momento em que ocorre a venda. Em termos simples: o tributo tende a ser recolhido mais perto do recebimento da operação, e não depois, como muitos negócios estão acostumados hoje.

Pois é, e pra quem opera no limite do capital de giro, essa mudança pode fazer muita diferença, pois com essa nova lógica, esse “fôlego” tende a diminuir.

Hoje, em muitos regimes, o empresário vende, recebe e só depois paga o tributo. Existe um intervalo que ajuda na gestão do caixa. Mas com a Reforma, parte do imposto poderá ser recolhida automaticamente no momento da transação, especialmente em operações com meios eletrônicos de pagamento.

Na prática, isso significa que aquele valor que antes ficava temporariamente disponível no caixa pode deixar de existir. E quem não se preparar pode sentir a diferença rapidamente. Não se trata de pagar mais imposto, necessariamente, mas pagar em outro ritmo.

Empresas organizadas financeiramente vão absorver essa mudança com planejamento. Empresas que operam com controle frágil de caixa podem enfrentar dificuldades mesmo mantendo o mesmo nível de faturamento. É aqui que muitos empresários se confundem: olham apenas para a carga tributária e esquecem do efeito financeiro da forma de recolhimento.

Outro ponto importante é a previsibilidade. Com um modelo mais automatizado, o controle precisa ser mais rigoroso. Projeções de fluxo de caixa, acompanhamento diário de entradas e saídas e análise de capital de giro deixam de ser ferramentas “de empresa grande” e passam a ser necessidade básica de sobrevivência.

A reforma também exigirá revisão da política de prazos. Empresas que vendem com prazos longos e compram com prazos curtos precisam avaliar como o novo recolhimento impacta essa equação. O descasamento entre recebimento e pagamento pode se tornar mais sensível.

A palavra da vez será organização. O fluxo de caixa precisará sair do improviso e entrar na estratégia. Revisar projeções, reforçar capital de giro, analisar contratos e simular cenários são movimentos que devem começar antes que a transição avance. Porque quando o sistema estiver rodando plenamente, não haverá muito espaço para ajustes emergenciais.

Na próxima coluna, vamos falar sobre o Simples Nacional e responder a pergunta que muitos pequenos empresários já estão fazendo: continua simples mesmo?

A reforma tributária já começou — e entender agora faz toda a diferença.

Para análises práticas e conteúdo direto ao ponto: @amanda.venancio | @secrangroup

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