O comércio exterior cearense apresentou sinais positivos nos primeiros cinco meses de 2026. De acordo com o estudo Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), as exportações do estado somaram US$ 835,8 milhões entre janeiro e maio, registrando crescimento de 8,5% em comparação com o mesmo período de 2025.
No mesmo intervalo, as importações alcançaram US$ 1,09 bilhão, representando uma redução de 7,9% frente ao ano anterior. Como resultado, o déficit da balança comercial cearense caiu para US$ 257 milhões, uma melhora de 38,3% em relação ao saldo negativo de US$ 416,7 milhões registrado no mesmo período de 2025.
O desempenho reflete a combinação entre o aumento das exportações e a redução das compras externas, especialmente em segmentos ligados a produtos químicos orgânicos, máquinas mecânicas, máquinas elétricas, cereais e insumos siderúrgicos.
O comportamento das exportações ao longo do ano foi marcado por oscilações significativas. Janeiro, fevereiro e abril apresentaram crescimento em relação aos mesmos meses de 2025, com destaque para fevereiro, quando as vendas externas alcançaram US$ 306,3 milhões.
Abril também registrou resultado expressivo, com US$ 193,1 milhões exportados, impulsionado principalmente pelos embarques de ferro e aço destinados aos mercados europeu e norte-americano.
Já em maio, as exportações somaram US$ 89,9 milhões. O resultado foi influenciado pela ausência de grandes embarques siderúrgicos observados nos meses anteriores.
No acumulado do ano, o principal destaque da pauta exportadora foi o segmento de ferro fundido, ferro e aço, responsável por US$ 389,3 milhões em vendas externas e crescimento de 20,6% na comparação anual.
Também contribuíram positivamente para o desempenho das exportações os setores de frutas, produtos minerais, alumínio e máquinas e aparelhos elétricos.
Importações registram queda no acumulado do ano
As importações também apresentaram oscilações ao longo dos primeiros meses de 2026. Após uma forte retração em janeiro, houve crescimento em fevereiro e março. Em abril, as compras externas recuaram para US$ 182,2 milhões, voltando a crescer em maio, quando atingiram US$ 214,7 milhões.
Mesmo com o aumento mensal, o resultado de maio permaneceu 4,5% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.
Entre os principais produtos importados no período destacam-se combustíveis minerais provenientes dos Estados Unidos e da Austrália, trigo da Argentina, óleo de dendê da Colômbia e máquinas elétricas oriundas da China.
Ceará mantém relevância no cenário regional
No contexto nordestino, o Ceará ocupou a quarta posição entre os estados exportadores da região, com US$ 835,8 milhões exportados entre janeiro e maio de 2026, ficando atrás apenas de Bahia, Maranhão e Pernambuco.
Nas importações, o estado também aparece na quarta colocação regional, atrás de Bahia, Pernambuco e Maranhão.
No ranking nacional, o Ceará ficou na 17ª posição entre os estados exportadores, respondendo por 0,6% das exportações brasileiras. Já nas importações, ocupou a 15ª colocação, com participação de 0,9% no total importado pelo país.
Inteligência comercial para apoiar decisões estratégicas
Produzido pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, o estudo Ceará em Comex acompanha mensalmente o desempenho do comércio exterior cearense, oferecendo análises detalhadas sobre exportações, importações, mercados de destino, produtos comercializados e posicionamento do estado nos cenários regional e nacional.
As informações auxiliam empresas, investidores e formuladores de políticas públicas na identificação de oportunidades e tendências que impactam a competitividade da economia cearense.






















