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Exportações de calçados cearense superam números de 2019 e setor segue em expansão

O setor de calçados é um dos segmentos que vêm se destacando no cenário econômico, especialmente no nosso estado. De janeiro a novembro deste ano, as fábricas cearenses exportaram 30 milhões de pares, gerando receita de US$ 166,8 milhões. Os números representam aumento de 18,4% e 22,5%, respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano passado, e superam os números registrados em 2019, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

A indústria cearense segue avançando em seu crescendo. Um exemplo disso é a Dilly Nordeste Indústria de Calçados: a empresa inaugurou neste mês de dezembro um galpão no município de Brejo Santo. A expansão vai gerar mais 3 mil empregos diretos, somados aos 1.600 já empregados pela fábrica, o que possibilitará a produção de 3 milhões de pares de calçados esportivos por ano ampliando a produção atual que é de 2 milhões de pares.

Também no início desse mês, a empresa Neurubber inaugurou fábrica na cidade de Solonópole. Foram investidos R$ 6 milhões em máquinas, equipamentos e instalações complementares. A empresa, que produz sandálias de borracha para diferentes marcas brasileiras, pretende aumentar até 2022 seu quadro de funcionários com 700 empregos diretos. Atualmente, a Neurubber emprega cerca de 500 pessoas.

Em 2022, a Grendene também expande sua produção no Ceará. A empresa vai inaugurar, no município do Crato, um novo galpão visando aumentar sua produção mensal em 500 mil calçados e gerar mil novos postos de trabalho até 2023 e mais 500 até 2025. Serão investidos R$ 30 milhões na ampliação das instalações.

A expectativa é que, no ano que vem, outras empresas do setor calçadista também expandam suas linhas de produção e gerem mais emprego. Vale ressaltar que o Ceará é o segundo estado brasileiro que mais exporta calçados, atrás apenas do Rio Grande do Sul.

Números nacionais

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em novembro, foram embarcados 11,68 milhões de pares, que geraram US$ 93,2 milhões, resultados superiores tanto em volume (+22,3%) quando em receita (+74,5%) em relação ao mesmo mês do ano passado. No comparativo com novembro de 2019, portanto na pré-pandemia, o resultado também é superior, em 39% (volume) e 33% (receita).

Com o resultado, no acumulado de janeiro a novembro de 2021 o setor calçadista somou o embarque de 110,77 milhões de pares, que geraram US$ 805,7 milhões, incrementos tanto em volume (+31%) quanto em receita (+34,6%) na relação com o mesmo período de 2020. Já no comparativo com o mesmo intervalo de 2019, os resultados são 5,6% superiores em volume e 9,6% inferiores em receita.

De acordo com o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, as exportações de calçados vêm em recuperação, com mais força a partir do segundo semestre. Segundo ele, o volume de calçados exportados em 2021 já é superior a 2019 em 77 países de destino, dos mais de 160 países que importam o produto verde-amarelo. Outro fato positivo do resultado é o incremento dos embarques de sapatos de couro, com maior valor agregado, o que tem aumentado o preço médio do calçado brasileiro no exterior. Atualmente, os calçados de couro representam quase 40% da pauta exportadora do setor calçadista, em receita gerada.

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