Estudo da UFC sobre derramamento de óleo é escolhido como capa de revista internacional

Por Redação - Conexão085

Foto: Reprodução)

Uma pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi escolhida para estampar a capa da “Energy & Fuels”, uma das principais revistas científicas do mundo nas áreas de química, engenharia química, combustíveis e energia.

O estudo selecionado analisa o derramamento de óleo que atingiu o litoral brasileiro, especialmente no Nordeste, no segundo semestre de 2019. No artigo, os pesquisadores se debruçam sobre as características do óleo e suas possíveis origens.

Intitulado “Sinergia de abordagens analíticas possibilitam análise robusta de derramamento de óleo misterioso do Brasil”, o artigo foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) e do Departamento de Química Analítica e Físico-Química da UFC, em parceria com pesquisadores de instituições do Canadá e dos Estados Unidos.

O estudo é resultado de levantamentos realizados nos últimos três anos sobre o caso, que marcou o debate sobre a pauta ambiental no mundo todo, sendo considerado o derramamento de óleo mais extenso da história do Brasil.

Entre as descobertas, constatou-se que o óleo derramado não era “óleo cru” (bruto, como o petróleo), mas óleo combustível. Além disso, foi percebida uma mistura entre dois tipos de óleos comumente usados em navios de transporte.

“Isso muda todo o cenário. As investigações estavam sendo feitas à procura de quem estivesse transportando petróleo cru. Além do fato de isso ter um impacto ambiental completamente diferente”, aponta o Prof. Rivelino Martins Cavalcante, do LABOMAR, que lidera os estudos sobre o assunto na UFC.

O estudo também levanta possibilidades acerca da origem do óleo, ainda em aberto, já que pode ter sido fabricado tanto recentemente quanto durantes os anos 1940 e 1950. Não se descarta, portanto, a hipótese de um naufrágio da época da Segunda Guerra Mundial ser a origem.

“Entra a costa do Nordeste e a África tem mais de 500 naufrágios da Segunda Guerra. A estrutura desses naufrágios pode estar se decompondo e liberando esse material”, pontua o pesquisador da Universidade.

“O papel do LABOMAR foi essencial”, diz o Prof. Rivelino.”Hoje, o estado do Ceará, embora só tenha recebido 1% do óleo de 2019, é um dos que mais têm produzido literatura científica [sobre o caso]. Nós conseguimos avaliar essa problemática em vários horizontes, tanto no horizonte de encontrar a impressão digital química do óleo, dizer de onde ele é, quanto de avaliar o impacto nos organismos e no ambiente”, aponta.

Na UFC, assinam o artigo os pesquisadores André Henrique Barbosa de Oliveira, do DQAFQ, e Rivelino Martins Cavalcante, Luís Ernesto Bezerra, Marcelo Oliveira Soares e Carlos Teixeira, do LABOMAR.

Participam ainda pesquisadores das seguintes instituições dos Estados Unidos: Woods Hole, Cambridge Massachusetts, Universidade da California, Universidade Estadual da Flórida, Universidade do Oeste de Washington e Faculdade de Haverford; e do Canadá: Universidade de Calgary.

27 de novembro de 2022 às 12:24

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