Com mudanças na rotina, aumento no consumo de bebidas alcoólicas e maior exposição a alimentos calóricos, o Carnaval costuma ser visto como um período de “tudo ou nada” na alimentação. No entanto, segundo a nutricionista Larah Nóbrega, estratégias muito restritivas podem ser mais prejudiciais do que benéficas.
De acordo com a especialista, cortar calorias de forma extrema ou eliminar grupos alimentares antes ou durante o feriado pode provocar efeito rebote. “Restrição excessiva não ensina equilíbrio, apenas cria compensação. Quando você corta demais calorias ou carboidratos, o corpo entende como ameaça e aumenta a fome e o desejo por açúcar”, explica.
Segundo ela, o aumento da impulsividade alimentar após períodos de rigidez não é falta de disciplina, mas resposta fisiológica. “Regra sustentável permite exceções. Rigidez excessiva gera descontrole”, afirma.
Para manter o equilíbrio mesmo participando de festas e saindo da rotina, a orientação é apostar no básico bem feito. Entre as estratégias simples recomendadas estão não sair de casa em jejum, incluir proteína nas refeições, alternar álcool com água e priorizar comida de verdade sempre que possível.
“Equilíbrio não é perfeição, é estratégia. O Carnaval não precisa ser desculpa para largar tudo. Dá para curtir e cuidar do corpo ao mesmo tempo”, reforça.

















