A decisão de empreender surgiu para Carol Alves a partir de uma mudança na vida pessoal. Depois de anos trabalhando com carteira assinada em diferentes empresas, ela decidiu deixar o emprego quando engravidou da filha. A ideia era conquistar uma rotina mais flexível, que permitisse acompanhar de perto o crescimento da criança. O que começou como uma busca por mais tempo com a família se transformou em uma trajetória de empreendedorismo iniciada em 2008 e que hoje passa por uma nova fase de organização e crescimento.
No início, conciliar maternidade e negócio foi um dos principais desafios. Carol trabalhava com costura e precisava cumprir prazos de encomendas ao mesmo tempo em que precisava cuidar da filha. A solução veio quando o marido também deixou o emprego para dividir com ela a criação da filha e a construção do empreendimento.
Com o passar dos anos, porém, a dificuldade de separar o dinheiro da empresa dos recursos destinados às despesas da família começou a impactar definitivamente a saúde da empresa. A falta dessa divisão fazia com que decisões necessárias para um lado acabassem comprometendo o outro.
“Durante esse período de 2008 até hoje, a gente vinha enfrentando essa dificuldade de estar separando o caixa pessoal do caixa da empresa. Com isso, a gente encontrou muitos desafios. Muitas vezes você tirava o dinheiro para investir e acabava faltando para o pessoal. E, quando você tirava para o pessoal, acabava comprometendo o caixa para o fluxo de material para a empresa”, relata.
Foi justamente a necessidade de compreender melhor esse problema e encontrar caminhos para solucioná-lo que levou Carol a buscar orientação. A empreendedora participou do Acelera Vila Velha, iniciativa do Sebrae Ceará, que acompanhou 18 empreendedores por três meses.
A partir do acompanhamento, Carol passou a compreender a importância de estruturar os processos financeiros e estabelecer uma separação mais clara entre as finanças pessoais e empresariais.
“Eu conheci através de uma das agentes, que entrou em contato conosco oferecendo este apoio, através do projeto do Sebrae, e a gente conseguiu ter esse apoio, ter essa orientação para que a gente pudesse entender qual o problema principal e tentar consertar pela raiz do problema aquilo que estava tanto atrapalhando o nosso crescimento”, afirma.
Para a empreendedora, o aprendizado representa uma mudança de perspectiva.
“A gente entendeu o que precisa ser mudado. A gente precisa estruturar a base do nosso negócio. Sem uma base sólida, o nosso negócio pode ruir daqui a alguns anos, a gente não vai conseguir dar conta se a gente não tiver realmente colocando em prática as orientações seguidas”, destaca.
A participação no Acelera Vila Velha, nesse sentido, marca um momento de reorganização na trajetória de Carol. Depois de construir o empreendimento conciliando trabalho, maternidade e vida familiar, ela agora volta sua atenção para a gestão, o planejamento financeiro e a preparação do negócio para uma nova etapa.
O Sebrae orienta o empreendedor a organizar as finanças e ter maior controle sobre o negócio.
























