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Conheça um pouco da tradição da renda de bilro produzida no Ceará

Foto: Reprodução/Artesol

A tradição da renda de bilro é antiga no litoral cearense. Em Aquiraz, a maioria da população vive da pesca e do artesanato. Fazer as peças é uma espécie de ritual para as mulheres que esperam seus maridos jangadeiros voltarem do mar, é a mulher no bilro e o homem no mar, pescando.

A renda de bilros é confeccionada sobre uma almofada, cujo enchimento é feito por materiais como serragem, algodão. A almofada é a base para o trabalho da rendeira e precisa estar bem apoiada em um material de madeira. E por cima da almofada ficam os moldes que serão traçados com os bilros. Os bilros são objetos de madeira onde as linhas são enroladas, para a execução dos traçados.

Em Aquiraz, existe um espaço onde é possível encontrar não só a renda de bilro, mas vários tipos artesanato cearenses, o Centro de Rendeiras Luíza Távora, na Prainha. O centro conta com 72 lojinhas que comercializam rendas de bilro, filé e renascença; bordados em ponto cruz; redes de dormir; roupas bordadas (boleros, casacos, vestidos, saias, blusas, camisetas e saídas de praia) e iguarias, tais como castanhas e doces.

Outro local onde é possível se deparar com rendeiras é no município de Trairi, no Litoral Oeste do Ceará, uma das maiores regiões produtoras da renda de bilros do Brasil. Estima-se que são mais de 5000 rendeiras em Trairi. É muito comum encontrar artesãs com suas almofadas, tecendo a renda de bilro. A tradição começa no campo, com a procura do bilreiro, árvore que fornece as sementes arredondadas e espinhos para a fabricação do bilro.

As rendeiras de Trairi fazem parte de um projeto chamado “Olê” formada pela parceria entre a Qair, empresa de energias renováveis, e a marca Catarina Mina. O projeto Olê Rendeiras tem como objetivo trabalhar o consumo consciente e a economia sustentável junto às bilreiras da região.

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