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Nova economia, novas empresas

2020 foi um ano para reinventar-se! De repente todos nós fomos tomados de surpresa por uma pandemia que mudou tudo em nossas vidas. A forma como nos relacionamos, como nos comunicamos, como trabalhamos, enfim, a forma como vivemos. Isolamento social, uso de máscaras, lockdown, covid-19 foram palavras, expressões e hábitos que começaram a fazer parte do nosso cotidiano. E qual foi o impacto de tudo isso nas empresas? 

O maior impacto, assim como foi nos seres humanos, foi o aumento da mortalidade. Já temos mais de 200 mil mortos. Já as empresas, dados revelam que tivemos mais de 800 mil empresas que fecharam e foram à falência. Desde o início da pandemia afirmo que as empresas provavelmente sairão (as que conseguirem) menores ou mais pobres, mas saírem melhores está nas mãos dos seus gestores. E foi o que fizemos. 

Reinventamo-nos! Após longo período de pesquisas e reflexões, iniciamos um debate com nossos sócios como poderíamos aproveitar a crise da pandemia para sairmos melhores. Imagine uma empresa sem cargos. Sem promoções. Sem obrigatoriedade de bater ponto. Sem comando, cobrança e controle. Imaginou? É a realidade da nossa empresa hoje. Iniciamos esta jornada em busca de dois grandes objetivos: fazer com que as pessoas sejam mais felizes e construirmos um mundo melhor para todos. 

A narrativa adotada pela maioria das empresas ocidentais a partir de 1970, tese elaborada por Milton Friedman, afirma que o grande objetivo de uma empresa é gerar lucros para seus acionistas, levando assim as pessoas a serem infelizes, “morrerem por um salário” e a destruição do nosso planeta. Precisamos mudar a narrativa. E uma nova surgiu, o Novo Capitalismo!  Baseado na premissa de que o grande objetivo de uma organização é construir um mundo melhor para todos iniciamos a jornada da nossa reinvenção. Todos agora na empresa, são sócios. Não existem mais presidentes, diretores, gestores. Todos fazem parte do time, como membros ou como facilitadores (escolhidos pelos times). 

A autogestão veio substituir a hierarquia tradicional de chefes e subordinados. A empresa é vista como um organismo vivo com potencial criativo e propósito evolucionista. A liderança é distribuída para todos. E você deve estar se perguntando,  qual foi o primeiro passo para iniciar esta jornada? Foi a mudança da nossa cultura, da nossa forma de pensar.

 A mudança de crenças foi fundamental! Hoje os nossos valores foram definidos pelos times e vou compartilhar dois deles com você: Vivemos felizes com liberdade, autogestão e responsabilidade – Faça jus à confiança recebida e Gestão, é responsabilidade de todos; Confiança é fortalecida com integridade, transparência e respeito – Paute suas relações na pontualidade, sinceridade e honestidade. Fale o que pensa, faça o que fala, respeite o que ouve, ensine o que sabe e pergunte o que não sabe. 

Sei que todas as empresas não estão ainda preparadas para esta nova realidade, mas também sei que este caminho é inexorável para as organizações que querem permanecer vivas nesta Nova Economia!

Eduardo Gomes de Matos
Formado em Economia pela UFC (Universidade Federal do Ceará)
Pós-graduado em Administração de Empresas
Consultor responsável pela implantação de inúmeros projetos de estratégia e competitividade em várias empresas pelo país

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