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Janeiro Branco pós-pandemia

Uma mulher vestida de branco está sentada em uma cadeira preta e abraça as pernas, que estão cruzadas. A mulher encara uma janela coberta por cortinas brancas.

Assim como ocorre nas campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul, amplamente conhecidas pela luta contra o câncer de mama e o câncer de próstata, respectivamente, o mês de janeiro foi escolhido pela comunidade médica para conscientizar a população sobre um assunto ainda pouco discutido: a importância da saúde mental.

Durante a pandemia, a temática ganhou notoriedade devido ao impacto emocional do isolamento, da perda e do medo causados pelo novo coronavírus, e uma onda de solidariedade fez com que profissionais da saúde mental disponibilizassem atendimentos gratuitos e à distância para auxiliar quem mais precisava. O tema, porém, deve continuar relevante mesmo após o fim da pandemia, porque as perdas da pandemia – tanto humanas como econômicas – devem continuar impactando a saúde mental de milhões de pessoas ao redor do mundo, no que vem sido nomeado como a “quarta onda da Covid-19”.

Segundo a Agência Brasil, a pandemia afetou especialmente a saúde mental de adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, que tiveram boa parte de sua rotina comprometida pelo distanciamento social. Pacientes que contraíram o coronavírus, de acordo com um estudo do The Lancet Psychiatry, também têm tido ocorrência significativa de problemas de ordem mental.

A maior crise sanitária dos últimos tempos, porém, também afetou outros grupos populacionais. Pesquisas revelam que, com a pandemia, cerca de 80% da população brasileira sente-se mais ansiosa e quase 70% apresenta sintomas depressivos. “O distanciamento social trouxe um forte impacto nas relações em geral. As pessoas que nunca fizeram terapia, que chamamos de funcionais, estão em um estado de apatia, angústia, congelamento e sem energia. Com isso, podem desenvolver sintomas como déficit de atenção, insônia, irritabilidade, distúrbios do apetite e outros”, explica a psicóloga Karla Rolim.

Dessa maneira, o Brasil, que já era considerado um dos países mais ansiosos do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), deverá investir ainda mais no cuidado e na prevenção de doenças como ansiedade e depressão, na busca pela recuperação plena da população e da economia – e a conscientização sobre saúde mental é o primeiro passo.

5 dicas para cuidar da saúde mental

  1. Faça atividades físicas regularmente;
  2. Mantenha uma dieta balanceada e faça check-ups anuais;
  3. Observe suas alterações de humor – especialmente quadros de tristeza, raiva e agitação;
  4. Busque estar próximo a amigos e familiares, mesmo que através de chamadas de vídeo e ligações;
  5. Caso tenha dificuldade em seguir com as atividades rotineiras ou tenha alterações de humor frequentes, busque ajuda especializada.
*Fonte: Karla Rolim, psicóloga

 

* Foto: Unsplash

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