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Ceará tem a menor taxa de desemprego do Nordeste, segundo o IBGE

A taxa permaneceu estável entre o 4º trimestre de 2021 e o 1º trimestre de 2022. Foto: Ascom IDT

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (13) pelo IBGE, mostrou que a taxa de desemprego no Ceará permaneceu relativamente estável ao passar de 11,1% para 11,0% da força de trabalho local, entre o 4º trimestre de 2021 e o 1º trimestre de 2022.

De acordo com os indicadores apresentados, o contingente de desempregados foi estimado em 419 mil pessoas, 20 mil a menos do que no trimestre anterior, destacando o Ceará como a menor taxa de desemprego do Nordeste.

Para o analista de mercado do trabalho do IDT, Erle Mesquita, esse resultado decorreu da redução da força de trabalho (158 mil pessoas saíram do mercado de trabalho estadual) em intensidade superior à retração da oferta de trabalho (extinção de 138 mil ocupações).

Os dados revelam ainda que o total de ocupados foi estimado em 3.384 mil pessoas, um número bem abaixo ao do período pré-pandemia (3.609 mil), o que demonstra que o mercado de trabalho deve enfrentar um longo e gradual processo de recuperação da atividade econômica.

Sob a ótica setorial, as maiores baixas foram registradas na informação e comunicação (menos 42 mil postos de trabalho), agricultura (-41 mil), construção (-32 mil), alojamento e alimentação (-27 mil), cujos resultados foram atenuados pela maior oferta de trabalho nos serviços domésticos (mais 12 mil postos de trabalho), no transporte (7 mil) e na indústria (3 mil).

“A diminuição da taxa de desocupação no Ceará no primeiro trimestre deste ano demonstra o esforço do Governo do Estado em desenvolver políticas públicas de apoio ao emprego e ao empreendedorismo, somado ao processo de recuperação da economia e à cobertura vacinal”, destaca o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Vladyson Viana.

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