O Ceará fechou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica iniciada em 2014. No quarto trimestre do ano, a desocupação ficou em 5%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua Trimestral), divulgada na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O índice é o menor já registrado para o Estado e também o mais baixo da região Nordeste no período, além de ficar próximo da média nacional, que foi de 5,1% no mesmo trimestre.
De acordo com o IBGE, a população ocupada no Ceará alcançou 3,756 milhões de pessoas, um acréscimo de 119 mil trabalhadores em comparação com o quarto trimestre de 2024. O nível de ocupação chegou a 49,5%, superando o resultado do mesmo período do ano anterior. O número de empregados no setor privado com carteira assinada também avançou, passando de 961 mil para 1,035 milhão, um crescimento de 74 mil postos formais.
O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos registrou alta de 9% na comparação anual, alcançando R$ 2.429. Outro indicador relevante foi a redução do número de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego. O contingente caiu de 260 mil para 188 mil, uma diminuição de 72 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2023, o equivalente a uma redução de 27,9%.
Na taxa anual consolidada, o Ceará registrou desocupação média de 6,5% em 2025, também o menor patamar já apurado para o Estado.
Pequenos negócios impulsionam saldo nacional
Os dados da Pnad acompanham levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No acumulado de 2025, o Brasil registrou saldo de 1.279.498 empregos formais, sendo 80,5% gerados por micro e pequenas empresas.
Desde 2023, o saldo acumulado de vagas no país soma 4,4 milhões, das quais 4,2 milhões foram abertas por micro e pequenas empresas, o equivalente a 77,9% do total. Apenas em 2024, o saldo foi de 1,6 milhão de postos, com 73% de participação das MPEs. Em 2023, foram 1,4 milhão de vagas, das quais 81,3% criadas pelo segmento.
Por setor, no acumulado desde 2023, os pequenos negócios lideraram a geração de empregos em serviços, com 1.762.309 vagas, seguidos por comércio, com 790.385, construção, com 482.619, indústria de transformação, com 304.556, e agropecuária, com 53.306.
A Pnad Contínua investiga o mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e considera todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, incluindo trabalho temporário e por conta própria. A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

















