Escola SESI de Referência Fernando Cirino Gurgel, em Maracanaú (CE), deu início, nesta quarta-feira (29/04), à campanha “Feminicídio Zero”, com a apresentação do Banco Vermelho aos estudantes. A iniciativa integra uma mobilização nacional de enfrentamento à violência contra a mulher e busca promover reflexão, conscientização e engajamento dentro do ambiente escolar.
A ação é realizada em parceria com o Instituto Banco Vermelho, responsável pela campanha que utiliza a instalação do banco como símbolo de alerta para os casos de feminicídio no país. No Ceará, a iniciativa já chegou a outras unidades da Rede SESI, como a Escola SESI Parangaba, em Fortaleza, e a Escola SESI de Referência Beto Studart, na Barra do Ceará.
Durante a abertura do momento, o Diretor da escola de Maracanaú, Eduardo Coelho, destacou a importância do símbolo e da mobilização. “Este banco é gigante. E também o que ele representa é uma causa gigante. É um protesto, um chamado de atenção contra o feminicídio no Brasil. A ideia desse momento é inaugurar um espaço de reflexão, para unir a escola, os estudantes, e conscientizar diante de tantas violências que vemos no dia a dia”, afirmou. Ele também reforçou a mensagem de acolhimento: “Dizer para todas as mulheres que vocês não estão sozinhas. Contem com a escola, contem conosco nessa causa”.
A Professora Ryvana Aragão de Paiva trouxe uma abordagem educativa sobre as origens da violência. “Quando a gente fala de feminicídio, está falando do extremo, do ápice final. Mas a violência contra a mulher começa antes, no controle, na diminuição, no psicológico. Nenhuma violência começa com agressão física. São sinais de alerta que precisam ser reconhecidos desde o início”, explicou. Ela também chamou atenção para o recorte social do problema e a importância da informação: “Reconhecer um relacionamento abusivo é o primeiro passo para evitar que se chegue ao feminicídio”.
O Coordenador Elvis Sampaio reforçou o caráter urgente da pauta. “O feminicídio tem causa, tem nome e tem rosto. É o assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres. A proposta é clara: não é minimizar, é acabar. É feminicídio zero”, destacou. Ele também orientou sobre canais de denúncia e a importância de não silenciar diante da violência: “É escutar, acolher e agir. Existem canais como o 180 e o 190, e é fundamental não reforçar a cultura de que não se deve interferir”.
A relevância para os estudantes
Representando os estudantes, Maria Clara Sales Monteiro, do 3º ano do Ensino Médio, ressaltou o impacto da ação no ambiente escolar. “Ver esses movimentos dentro da escola é essencial. A gente passa o dia aqui, construindo nosso futuro e nosso caráter, e isso faz parte dessa formação. É importante ouvir, refletir e transformar essas falas em ações, porque essa é uma realidade que ainda acontece”, disse. Para ela, o Banco Vermelho vai além de um símbolo: “Não é só um banco, é uma mudança, algo que pode transformar pensamentos e atitudes”.
Também do 3º ano, a estudante Hevelyn Laís destacou o papel da escola na formação cidadã. “Esse momento ajuda pessoas que passam por isso e não conseguem falar. É parar, olhar para o banco, refletir sobre as que já se foram e agir para melhorar o futuro”, afirmou.
A instalação do Banco Vermelho nas escolas do SESI Ceará reforça o compromisso do Sistema FIEC com a formação integral dos estudantes, promovendo não apenas o desenvolvimento acadêmico, mas também a consciência social e o respeito à vida.




























