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Avanço do empreendedorismo impulsiona retirada de 8,6 milhões da pobreza

Foto: Freepik

O Brasil registrou um avanço significativo na redução da pobreza entre 2023 e 2024. De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE, mais de 8,6 milhões de pessoas passaram a ter renda familiar per capita acima de R$ 694 mensais, saindo da faixa da pobreza. Outras 1,9 milhão deixaram a extrema pobreza, definida por renda mensal de R$ 218.

O movimento está diretamente ligado à expansão do emprego e da renda, especialmente entre micro e pequenas empresas, e ao crescimento do empreendedorismo no país. Em 2024, esses negócios geraram mais de 1,2 milhão de novos empregos formais, contribuindo para ampliar oportunidades e fortalecer a mobilidade social. Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostram que 1,27 milhão de trabalhadores contratados no mesmo período estavam no Bolsa Família, evidenciando maior inclusão produtiva.

O empreendedorismo também avançou entre pessoas em situação de vulnerabilidade. Uma análise feita a partir do Cadastro Único revelou que 55% dos microempreendedores individuais (MEIs) inscritos, o equivalente a 2,5 milhões de pessoas, decidiram abrir um negócio após a entrada na plataforma. O dado aponta para a formalização como um caminho de acesso à renda e autonomia econômica.

Ao todo, o CadÚnico registra 95,3 milhões de pessoas, das quais 4,6 milhões são MEI. Mais de um terço desse público já recebeu algum tipo de atendimento voltado à qualificação empreendedora desde 2020. Entre os que receberam acompanhamento, 79% mantêm suas empresas ativas, percentual superior ao dos que não tiveram apoio, estimado em 62%.

A pesquisa do IBGE também indica que programas sociais seguem essenciais para reduzir desigualdades. Sem esses benefícios, a taxa de extrema pobreza em 2024 subiria de 3,5% para 10% da população, enquanto a pobreza aumentaria de 23% para 29%. Os índices permanecem mais elevados entre trabalhadores sem carteira assinada, onde 20% estão abaixo da linha da pobreza, e entre profissionais por conta própria, com 16%.

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