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Área livre de moscas-das-frutas no Ceará vai receber investimento do BID

Projetos sustentáveis da agricultura brasileira vão ter acesso a uma nova linha de crédito de US$ 1,2 bilhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Desses recursos, US$ 230 milhões serão aplicados pelo ministério no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário no Nordeste (AgroNordeste).

O valor será investido no desenvolvimento de oportunidades econômicas em cadeias agropecuárias, na regularização fundiária e ambiental. Dentre os projetos beneficiados, está a ampliação da área livre de moscas-das-frutas existente no Ceará e no Rio Grande do Norte.

A Área Livre da Praga (ALP) é condição essencial para que os produtos brasileiros acessem mercados internacionais para os quais a praga está ausente e apresenta importância econômica. O Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas, com produção anual em torno de 40 milhões de toneladas, sendo que somente cerca de 3% dessa produção é exportada.

A área livre de pragas de Anastrepha grandis recebeu uma expansão em maio de 2021, passando de 14.570 km² para 23. 722 km². No Ceará, os municípios que integram a área são: Aracati, Fortim, Jaguaruana, Icapuí, Itaiçaba, Limoeiro do Norte, Palhano, Quixeré, Russas, Tabuleiro do Norte e o Distrito de Aruaru do Município de Morada Nova.

Investimentos do BID

As linhas de crédito do Banco Interamericano de Desenvolvimento ficarão disponíveis por dez anos e os projetos devem ser considerados prioritários pelo Plano Estratégico 2020-2031 do Mapa. Também serão beneficiados projetos para Consolidação da Área de Proteção Fitossanitária de moscas-das-frutas na região do Vale do São Francisco.

Os recursos vão beneficiar associações e cooperativas de produção de mel do Piauí, de produção de manga e ovinocultura do Rio Grande do Norte, de peles, couros e ovinocaprinocultura da Paraíba, de leite de Sergipe leite, entre outros. No total, mais de 166 mil produtores, organizados ou não em associações e cooperativas, devem ser beneficiados.

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