O crescimento acelerado do uso da inteligência artificial na produção de conteúdo tem trazido ganhos de escala, mas também um novo desafio para marcas e empresas: o chamado AI Slop. O termo define conteúdos genéricos, superficiais e produzidos em grande volume com IA, sem revisão humana ou estratégia clara.
Dados do Marketing AI Institute apontam que mais de 70% das empresas globais já utilizam IA na criação de conteúdo, enquanto estudos recentes da Gartner indicam que até 2026, 80% do conteúdo digital poderá ser gerado por inteligência artificial. O problema é que quantidade nem sempre significa qualidade. Para entender melhor esse cenário e os caminhos para evitar esse ruído digital, a equipe do Conexão 085 conversou com Luciano Moreira, CEO e fundador da Lógic Digital.
Segundo Luciano, o AI Slop surge quando a IA é usada sem critério e sem supervisão humana.
“AI Slop é conteúdo de baixa qualidade gerado por IA, genérico e sem revisão humana. Isso prejudica a marca por falta de autenticidade, erros — as chamadas alucinações —, uma experiência ruim para o cliente e, principalmente, perda de credibilidade“, afirma Luciano. Em um ambiente digital saturado, esse tipo de conteúdo não despercebido e ainda pode comprometer a imagem e o posicionamento da empresa.
Onde as empresas mais erram ao usar IA?
Para o especialista, os erros mais comuns estão ligados ao uso automático e sem estratégia da tecnologia. “As empresas erram quando não fazem supervisão humana, abusam da automação, ignoram a voz da marca, deixam de verificar fatos e focam apenas em volume, não em valor.” Luciano ainda destaca que marcas que não têm uma identidade bem definida sofrem ainda mais ao delegar totalmente a criação de conteúdo à IA.
Como a LOGIC DIGITAL usa IA com estratégia e visão humana?
Na Lógic Digital, a inteligência artificial é tratada como uma ferramenta de apoio, e não como substituta das pessoas. “A IA é usada para humanizar, potencializar pessoas e garantir eficiência. Nosso modelo próprio, a GênIA, consegue acolher o cliente, entender demandas e resolver casos simples, mas o atendimento humano continua sendo essencial.” Além disso, todo o uso da tecnologia passa por critérios rigorosos de ética, transparência e privacidade, com revisão humana em atendimentos, documentos, códigos e estratégias.
Luciano explica que a empresa adota parâmetros claros para evitar o AI Slop e garantir resultados consistentes:
- Alinhamento estratégico com objetivos de negócio
- Liberação de talentos humanos para tarefas de alto valor
- Geração de insights acionáveis
- Qualidade e precisão nas entregas
- Melhoria contínua da experiência do cliente
- Medição de ROI
- Governança e uso ético da tecnologia
“Não basta usar IA. É preciso garantir que ela esteja gerando impacto real, decisões melhores e experiências mais qualificadas.”
O equilíbrio que define o futuro das marcas
Para marcas que desejam se posicionar de forma sólida no longo prazo, Luciano resume o caminho ideal:
“O equilíbrio está em unir tecnologia, pessoas criativas e visão estratégica. A IA é o motor da eficiência, o humano conduz a criatividade e a ética, e a estratégia é o mapa que organiza tudo isso para gerar confiança e diferenciação.” Em um cenário onde o conteúdo raso se multiplica rapidamente, investir em qualidade, pensamento crítico e estratégia deixa de ser diferencial, e passa a ser necessidade.







