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A cultura da sua empresa não é o que está escrito na parede

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Existe um teste simples que revela a verdade sobre qualquer empresa: observe o que acontece quando o dono não está. Não o discurso. Não o planejamento estratégico. O comportamento real das pessoas quando ninguém está olhando. Porque é ali, naquele momento silencioso, que a cultura de verdade se mostra. E na maioria dos casos, o que aparece é bem diferente do que foi apresentado na última reunião de resultados. Muitos empresários confundem declaração de valores com cultura organizacional. Penduram frases bonitas na recepção, investem em endomarketing e acreditam que isso resolve. Mas cultura não se instala. Cultura se pratica. E quando o líder não pratica primeiro, o resto da empresa entende rapidamente que aquelas palavras não significam nada.

Ao longo dos últimos anos, tenho acompanhado de perto a realidade de empresas cearenses de diferentes portes. E um padrão me chama mais atenção do que qualquer indicador financeiro: a distância entre o que a liderança diz e o que a liderança faz. Empresas que falam em meritocracia, mas promovem por afinidade. Que pregam transparência, mas escondem informações. Que exigem comprometimento, mas tratam pessoas como peças descartáveis. Essa incoerência não é um problema de comunicação. É um problema de gestão. E mais do que isso, é um problema de caráter. Porque quando o líder aceita que as regras valem para todos, menos para ele, está ensinando que integridade é opcional. E uma empresa onde integridade é opcional é uma empresa que está construindo sua própria ruína.

Gestão de verdade começa por uma decisão desconfortável: escolher o que é certo antes do que é conveniente. Isso significa demitir o talento que entrega resultado mas destrói o ambiente. Significa promover quem merece e não quem agrada. Significa dizer não para um cliente lucrativo quando a relação fere os valores da empresa. São decisões que doem no curto prazo, mas que constroem algo que dinheiro nenhum compra: confiança. E confiança é o ativo mais valioso de qualquer organização, porque sem ela, não existe equipe, não existe cultura e não existe crescimento sustentável. Você pode ter o melhor produto do mercado, a estratégia mais brilhante, o time mais qualificado. Se não houver confiança na liderança, tudo isso desmorona na primeira crise.

Tenho uma convicção que só se fortalece com o tempo: competência se desenvolve, mas caráter é pré-requisito. Uma empresa pode ensinar técnica, processo, método. Mas não pode ensinar alguém a ser honesto. Não pode implantar integridade por decreto. E é por isso que a seleção de líderes deveria considerar, antes de qualquer currículo ou meta batida, que tipo de pessoa está sentando naquela cadeira. Porque o líder que corta caminho ético quando a pressão aperta vai ensinar a empresa inteira a fazer o mesmo. E quando isso vira cultura, reverter é quase impossível.

O empresário que quer uma empresa forte precisa aceitar que o espelho mais honesto da sua gestão não é o faturamento. É o comportamento das pessoas quando ele sai da sala. Se a equipe muda de postura quando o chefe aparece, o problema não é a equipe. É a liderança. E se a liderança não tem coragem de se olhar com honestidade, nenhum consultor, nenhum sistema e nenhum treinamento vai resolver. A pergunta que deixo é direta: a cultura que você diz ter é a mesma que as pessoas vivem todos os dias dentro da sua empresa?

Eduardo Hamdan é executivo e especialista em estratégia, transformação organizacional e crescimento de negócios. Atua como Vice-Presidente da Gomes de Matos Consultoria, empresa referência em consultoria empresarial no Norte e Nordeste, e como Diretor de Estratégia da ADVB Ceará. Alumni da HULT Business School e membro do G4 Club, trabalha conectando gestão, inovação e expansão corporativa, ajudando empresas a tomarem decisões mais eficientes e orientadas a resultados.

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