A produção de frutas frescas do Ceará deve alcançar um novo patamar em 2026. A estimativa mais recente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta uma safra de 2,06 milhões de toneladas, crescimento de 12,89% em relação às 1,83 milhão de toneladas registradas em 2025.
A projeção considera os dados levantados entre 16 de julho e 15 de agosto e representa uma revisão positiva para a fruticultura cearense. A estimativa atual é 5,95% acima da primeira previsão para 2026, que apontava uma produção de 1,95 milhão de toneladas.
Entre as 21 frutas analisadas pelo levantamento, 12 tiveram aumento na expectativa de produção em relação à estimativa anterior, enquanto nove apresentaram redução. O resultado reforça a importância da fruticultura para o agronegócio do Ceará, setor que combina produção irrigada, tecnologia e forte presença no mercado externo.
Irrigação e tecnologia impulsionam produção de frutas no Ceará
Um dos fatores associados ao avanço da produção é a expansão da infraestrutura hídrica e da agricultura irrigada. A maior disponibilidade de estruturas de irrigação permite reduzir a dependência da produção em relação às chuvas.
Propriedades que antes dependiam principalmente do cultivo de sequeiro passaram a contar com sistemas capazes de garantir maior regularidade na produção e qualidade das frutas.
Esse modelo é particularmente relevante para o Ceará, onde a disponibilidade de água e as condições climáticas são fatores determinantes para a atividade agrícola. A irrigação permite programar a produção e manter cultivos ao longo do ano, favorecendo também o planejamento voltado ao mercado externo.
Frutas do Ceará ganham espaço nas exportações
O crescimento da produção ocorre em paralelo à relevância do Ceará no comércio exterior de frutas. Entre janeiro e agosto de 2026, o Estado movimentou mais de US$ 100 milhões nas exportações do segmento de frutas, cascas de frutos cítricos e melões, segundo dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Com esse resultado, o Ceará aparece na quinta posição entre os estados brasileiros que mais exportaram frutas no período, atrás de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O Estado responde por mais de 11% das exportações brasileiras da categoria.
Entre os produtos, o grupo formado por melões, melancias e mamões é o principal destaque. Juntos, eles movimentaram US$ 64,38 milhões nas exportações cearenses entre janeiro e agosto, representando 28,68% de todo o valor exportado pelo Brasil nessa categoria.
O desempenho reforça a conexão entre a produção agrícola e a infraestrutura logística do Estado. A capacidade de produzir em escala, manter regularidade de oferta e atender aos padrões exigidos pelos mercados internacionais é parte importante da competitividade da fruticultura cearense.





















