Fortaleza está entrando em uma nova fase na disputa por investimentos. Para Dudu Hamdan, VP da GM Group, tecnologia e infraestrutura digital, turismo e eventos, logística, saúde e serviços especializados estão entre os setores com maior potencial.
“Fortaleza tem uma posição geográfica privilegiada, conexão internacional por cabos submarinos, infraestrutura aérea e portuária e um mercado consumidor relevante. O desafio é transformar essas vantagens em produtividade e empregos de maior valor”, afirma.
Pensando além da chegada de novos negócios, o empresário identifica uma mudança no perfil do capital. “Os investimentos tradicionais em comércio, turismo e construção continuam importantes, mas começam a aparecer projetos mais tecnológicos, capital-intensivos e conectados globalmente, como data centers, telecomunicações e energia.”
Em 2026, 16 cabos submarinos já estão conectados à infraestrutura de Fortaleza, reforçando a vocação da Praia do Futuro para a economia digital. Essa transformação também muda a forma de olhar para a cidade. Investimentos que antes estavam mais focados na capital, agora se espalham pela Região Metropolitana. Para Hamdan, esse movimento amplia as possibilidades de atração de empresas e investimentos para além dos eixos tradicionalmente consolidados.
“O investidor não pode mais enxergar Fortaleza isoladamente. É preciso considerar um ecossistema que envolve Pecém, Eusébio, Maracanaú e os principais corredores logísticos da Região Metropolitana.”
Dentro da capital, Hamdan identifica novos vetores de crescimento em diversos setores e regiões. “Aldeota, Meireles, Cocó, Papicu e Washington Soares seguem muito fortes em serviços, saúde e varejo. Ao mesmo tempo, regiões como Messejana, Mondubim, Passaré e Parangaba avançam com o crescimento populacional e comercial. A Praia do Futuro ganha importância pela infraestrutura digital, enquanto o Centro tem potencial de requalificação e retrofit.”
Para Hamdan, a próxima etapa será transformar os ativos que Fortaleza já possui em uma economia mais produtiva. “O capital vai buscar cada vez mais os lugares que oferecem conectividade, infraestrutura, mercado e capacidade de gerar valor. Fortaleza tem essas condições; o ponto central agora é convertê-las em negócios, inovação e empregos de maior qualidade”, conclui o empresário.





















