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Alopecia: dermatologista Fernanda Cassain explica tipos, causas e quando a queda de cabelo merece atenção

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Foto: Reprodução

A queda de cabelo costuma ser associada à calvície, mas nem toda perda de fios significa alopecia androgenética. O termo alopecia engloba diferentes condições que provocam perda ou redução de cabelos e pelos e podem afetar homens e mulheres.

De acordo com a dermatologista Fernanda Cassain, a alopecia pode ser temporária ou permanente, localizada ou difusa. Entre os tipos mais comuns estão a alopecia androgenética, conhecida como calvície, o eflúvio telógeno, a alopecia areata e as alopecias cicatriciais.

“Alopecia é o termo médico utilizado para definir a perda ou redução de cabelos ou pelos. Portanto, calvície é apenas uma das formas de alopecia e não sinônimo de alopecia.”

A alopecia androgenética está relacionada à predisposição genética e à influência hormonal. Nos homens, costuma aparecer principalmente nas entradas e no topo da cabeça. Já nas mulheres, é mais comum o afinamento difuso, especialmente na região central do couro cabeludo.

Outro quadro frequente é o eflúvio telógeno, caracterizado pelo aumento da queda dos fios. Ele pode ocorrer após infecções, cirurgias, perda significativa de peso, dietas restritivas, deficiência de ferro, alterações da tireoide, uso de alguns medicamentos e períodos de estresse físico ou emocional. Nesses casos, a queda pode aparecer semanas ou meses depois do fator desencadeante.

Já a alopecia areata é uma doença autoimune que pode provocar falhas bem delimitadas no couro cabeludo e também atingir barba, sobrancelhas e outros pelos. Existem ainda as alopecias cicatriciais, que podem destruir permanentemente os folículos pilosos, tornando o diagnóstico precoce especialmente importante.

“Além dessas, existem alopecias relacionadas à tração, ao hábito de arrancar os próprios fios, infecções e diversas outras doenças do couro cabeludo e condições sistêmicas”, pontua Fernanda.

Quando a queda de cabelo merece atenção?

Alguma queda de cabelo faz parte do ciclo natural dos fios. O alerta está principalmente em uma mudança perceptível no padrão habitual, como aumento persistente da queda, redução do volume, maior visualização do couro cabeludo, surgimento de falhas ou afinamento progressivo.

“Alguns sinais merecem atenção: aumento persistente da quantidade de fios que caem no banho ou ao pentear, redução do volume, aumento da visualização do couro cabeludo, surgimento de falhas ou áreas completamente sem cabelo, alargamento da risca central, aumento das entradas ou afinamento progressivo dos fios.”

Sintomas como coceira intensa, dor, ardência, vermelhidão, descamação ou crostas também podem indicar alguma alteração no couro cabeludo que precisa ser investigada por um dermatologista.

A avaliação médica não considera apenas a quantidade de fios que estão caindo. O especialista também busca identificar se existe queda, afinamento, quebra ou destruição dos folículos. A tricoscopia pode auxiliar no diagnóstico e, dependendo do caso, exames laboratoriais ou biópsia podem ser necessários.

Tratamento depende da causa

O tratamento da alopecia varia de acordo com o tipo e a causa do problema. Na alopecia androgenética, por exemplo, o objetivo é controlar a progressão da miniaturização dos fios. No eflúvio telógeno, é necessário identificar e corrigir, quando possível, o fator desencadeante. Já nos casos de alopecia areata e alopecias cicatriciais, a abordagem considera os mecanismos específicos de cada doença.

“Muda muito e esse é justamente um dos principais motivos para não tratar toda queda de cabelo da mesma maneira. O tratamento deve ser direcionado à causa.”

Por isso, a dermatologista reforça que não existe um único tratamento para a alopecia e que medicamentos ou procedimentos devem ser escolhidos a partir do diagnóstico correto. Investigar a causa da queda é o primeiro passo para definir a estratégia mais adequada e, em alguns casos, evitar a perda permanente dos fios.

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