A Escola SESI SENAI Parangaba recebeu, na manhã desta terça-feira (11/08), uma palestra de conscientização sobre a violência contra a mulher e a importância da prevenção ao feminicídio. A iniciativa integra o projeto do Instituto Banco Vermelho (IBV) nas escolas e foi realizada após a instalação do banco vermelho na unidade, símbolo da mobilização pela construção de uma sociedade mais consciente e comprometida com o respeito e a igualdade.
O encontro reuniu presencialmente estudantes e professores da Escola SESI SENAI Parangaba e foi acompanhado de forma on-line por estudantes das unidades Centro, Juazeiro do Norte, Sobral e Horizonte. A atividade foi conduzida pelas fundadoras do Instituto Banco Vermelho, Andréa Rodrigues e Paula Limongi, que promoveram um diálogo com os estudantes sobre violência de gênero, relacionamentos saudáveis, respeito e a importância de reconhecer situações de violência. As representantes também realizarão palestras nas unidades das Escolas SESI SENAI da Barra do Ceará e de Maracanaú.
“Receber as fundadoras do Instituto Banco Vermelho para trazer aos nossos estudantes uma pauta tão necessária é de extrema importância. Hoje falamos sobre vida, prevenção e conscientização. É uma causa que precisa ser abraçada por todos nós, e a escola tem um papel fundamental nesse processo”, declarou Paulo Botafogo, diretor da Escola SESI SENAI Parangaba.
A ação faz parte da parceria entre o Sistema Indústria, por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e o Instituto Banco Vermelho para levar o debate às escolas e utilizar o ambiente educacional como espaço de informação, prevenção e transformação social.
“Quero agradecer à FIEC e ao SESI Ceará por nos acolherem nesta ação. É uma honra estar em Fortaleza falando sobre prevenção, porque nada traz de volta uma mulher que perdeu a vida. Mas precisamos avançar com o diálogo e buscar evitar essas fatalidades. O banco vermelho é o símbolo da nossa luta pelo feminicídio zero: a cor representa tanto o sangue derramado por essas mulheres quanto o sinal de ‘pare’. Levar essa conversa para adolescentes, professores e funcionários é uma forma de prevenir, conscientizar e construir uma cultura de não violência”, afirmou Paula Limongi.
Durante a palestra, os estudantes foram convidados a refletir sobre como atitudes individuais podem contribuir para relações mais saudáveis e para uma cultura baseada no respeito. Para eles, discutir o tema dentro da escola amplia o conhecimento e ajuda a identificar comportamentos que muitas vezes podem ser naturalizados no cotidiano.
“A palestra foi muito importante porque abriu os olhos de muitos estudantes que, muitas vezes, não têm esse direcionamento em casa, seja por falta de informação ou pelo desconhecimento das próprias famílias. Precisamos entender que a violência não se resume à agressão física: também pode ser psicológica, moral ou patrimonial. Ter esse conhecimento ajuda meninas e mulheres a reconhecer situações de violência, saber onde buscar ajuda e, principalmente, pode contribuir para evitar finais trágicos”, afirmou Ana Clara de Albuquerque, presidente do Grêmio da Escola SESI SENAI Parangaba e aluna do 2º B.
“É muito importante discutir esse tema na escola, porque é onde passamos grande parte da nossa vida. Essa conscientização é necessária tanto para as meninas, para que se sintam acolhidas, quanto para os meninos, para que entendam que comportamentos não devem ser repetidos apenas porque foram vistos em gerações anteriores. Nós, enquanto Grêmio, também temos o papel de levar essa mensagem e mostrar que esse é um assunto que precisa ser discutido nas escolas e em todos os espaços da sociedade”, destacou Lara Anielly Souza, presidente do Grêmio da Escola SESI SENAI Centro e aluna do 1º DS.
Educação como instrumento de transformação
A presença do Instituto Banco Vermelho nas escolas SESI SENAI reforça a importância da educação na construção de uma cultura de respeito, igualdade e proteção. Ao promover espaços de diálogo com os estudantes, a iniciativa busca contribuir para que crianças e jovens compreendam a importância de relações baseadas no respeito e reconheçam situações que precisam ser enfrentadas e denunciadas.
Para o SESI Ceará, a ação está alinhada ao papel da educação na formação integral dos estudantes, ampliando o aprendizado para temas que impactam diretamente a convivência social e a construção da cidadania.
Sobre o Instituto Banco Vermelho
O Instituto Banco Vermelho (IBV) é uma organização brasileira, sem fins lucrativos e suprapartidária, fundada em 25 de novembro de 2023, com a missão de atuar na prevenção à violência de gênero e em prol do feminicídio zero.
Presente em todas as regiões do Brasil e com mais de 200 bancos instalados, o instituto atua para além do símbolo do banco vermelho, desenvolvendo ações de educação e conscientização sobre a violência de gênero em parceria com instituições públicas, iniciativas privadas e entidades setoriais.
De acordo com dados divulgados pelo IBV, o Brasil registra, em média, um feminicídio a cada seis horas, o que reforça a urgência de ações educativas e preventivas. Nesse contexto, as escolas são consideradas espaços estratégicos para promover o diálogo, a conscientização e a construção de uma cultura de respeito e igualdade.
Detentor da marca “Feminicídio Zero”, o Instituto Banco Vermelho mantém Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério das Mulheres, fortalecendo ações nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher. A instituição também conta com a Lei Federal nº 14.942, sancionada em 31 de julho de 2024, que reconhece e amplia a relevância de suas iniciativas.



























