O Ceará foi o segundo estado do Nordeste com maior volume de investimentos de pessoas físicas na Bolsa de Valores (B3) em abril, ficando atrás apenas da Bahia. De acordo com relatório divulgado pela B3, os investidores cearenses movimentaram mais de R$ 11 bilhões no período, reforçando o avanço da cultura de investimentos no estado.
O crescimento acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do Ceará, incluindo o interior. Nesse contexto, o sócio da M7 Soluções Financeiras, Thomaz Bianchi, passou a integrar, em abril, o grupo de apenas 17 assessores da XP Investimentos em todo o país com mais de R$ 1 bilhão sob custódia, marca que reúne investimentos de pessoas físicas e jurídicas acompanhadas pelo executivo.
Responsável pelas operações da M7 em Sobral e na região Noroeste do Ceará, Bianchi avalia que o crescimento do mercado financeiro reflete uma mudança no comportamento dos investidores cearenses nos últimos anos.
“O que percebo no Ceará como um todo é um movimento claro de sofisticação. O investidor local está mais informado, mais exigente e cada vez menos satisfeito com as soluções tradicionais dos grandes bancos. Há uma migração consistente para assessorias que entregam mais personalização e transparência”, afirma.
Segundo Thomas, a maior demanda vêm de empresários e empresas, clientes que, além da gestão do patrimônio pessoal, têm necessidades específicas do mundo corporativo, como planejamento sucessório, proteção patrimonial e eficiência tributária. É um perfil que exige uma visão mais ampla do que simplesmente recomendar produtos.
Para o executivo, o perfil dos investidores do interior também vem se tornando mais sofisticado. Se antes predominavam aplicações mais conservadoras e concentradas na renda fixa tradicional, atualmente cresce o interesse por diversificação patrimonial, fundos de investimento, previdência privada, ativos internacionais e produtos estruturados.
“A renda fixa ainda ocupa papel central nas carteiras, especialmente num cenário de juros elevados, onde é difícil argumentar contra uma boa relação risco-retorno. Mas o que tem chamado atenção é o crescimento do interesse por investimentos internacionais. Os clientes estão entendendo cada vez mais a importância de diversificar geograficamente e proteger parte do patrimônio em moeda forte”, completa Bianchi.






















