Fortaleza registrou a abertura de 58.252 novos Cadastros Nacionais da Pessoa Jurídica (CNPJs) ao longo de 2025, consolidando um dos melhores desempenhos recentes do empreendedorismo na capital cearense. O volume representa um crescimento de 34,13% em relação a 2024, quando foram contabilizados 43.431 novos registros.
Os dados indicam que o avanço vai além do aumento numérico de empresas formalizadas e reflete uma expansão econômica diversificada, sustentada principalmente por setores ligados à dinâmica urbana, ao consumo e à prestação de serviços.
Entre as atividades com maior número de novos registros em 2025, destacam-se os serviços de malote e entrega, que lideraram com 3.905 CNPJs. Na sequência aparecem as atividades de ensino (3.269), publicidade (3.160), além dos segmentos de beleza e estética (2.721), transporte rodoviário de carga (2.423) e restaurantes e alimentação (2.390).
O desempenho desses setores evidencia transformações no mercado de trabalho e nos hábitos de consumo, com crescimento da logística de última milha, ampliação de serviços especializados e fortalecimento do empreendedorismo de proximidade nos bairros da cidade.
No recorte territorial, a abertura de empresas ocorreu em todas as Regionais de Fortaleza. A Regional 2 concentrou o maior número de novos CNPJs, com 10.687 registros, seguida pelas Regionais 6 (6.259) e 8 (5.233). Entre os bairros, Aldeota (4.727) e Centro (2.663) mantêm protagonismo, enquanto áreas como Mondubim, Messejana, Jangurussu, Passaré e José Walter apresentam crescimento consistente.
Para o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Antônio José Mota, os números refletem um cenário de consolidação do empreendedorismo na capital. Segundo ele, o resultado demonstra a criação de negócios em diferentes territórios e setores estratégicos para a cidade, com impacto direto na geração de oportunidades.
De acordo com a gestão municipal, o desempenho de 2025 está associado à confiança dos empreendedores no ambiente econômico local, impulsionada por políticas de estímulo à atividade produtiva, desburocratização, fortalecimento dos micro e pequenos negócios e ampliação do acesso a serviços públicos voltados ao desenvolvimento econômico.

















