A transição do atual sistema tributário para o novo modelo baseado no IBS e na CBS exige mais do que ajustes técnicos. Para Amanda, especialista da Secran Group, a falta de preparo pode expor as empresas a riscos financeiros relevantes e comprometer a competitividade no mercado.
Um dos principais pontos de alerta está na precificação de produtos e serviços. Segundo a especialista, empresas que não revisarem seus processos podem acabar absorvendo o aumento da carga tributária ou, ao contrário, repassando custos de forma inadequada ao consumidor. “Sem planejamento, o risco é perder margem de lucro ou tornar o preço final pouco competitivo”, explica.
Amanda destaca que a gestão de compras passa a ter um papel ainda mais estratégico. Com o novo modelo, será fundamental avaliar não apenas o valor do produto ou serviço adquirido, mas também os créditos tributários gerados. O aproveitamento correto desses créditos pode ser decisivo para manter equilíbrio financeiro e competitividade.
Outro risco relevante está relacionado à cultura organizacional. A reforma tributária impacta diretamente diversas áreas da empresa, não se restringindo ao setor fiscal. Compras, vendas, financeiro e contabilidade precisam atuar de forma integrada. “Sem alinhamento entre os setores, aumentam as chances de erros operacionais e fiscais, que afetam diretamente o resultado da empresa”, pontua.
A especialista da Secran Group reforça que a transição exige mudança de mentalidade e investimento em capacitação. Empresas que não se adaptarem desde já podem enfrentar dificuldades operacionais, autuações fiscais e perdas financeiras ao longo do processo de implementação do novo sistema.
“Quem entende a reforma apenas como uma mudança tributária corre o risco de subestimar seus impactos. Trata-se de uma transformação estrutural que exige planejamento, integração e visão estratégica”, conclui Amanda.







