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FIEC destaca Data Center do Pecém como eixo estratégico da indústria cearense

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) realizou, na última segunda-feira (19), a 1ª Reunião da Diretoria Plena de 2026, reunindo lideranças empresariais na Casa da Indústria para alinhar prioridades do setor produtivo. O encontro foi conduzido pelo presidente da entidade, Ricardo Cavalcante, e teve como foco os impactos das transições econômica, regulatória e tecnológica sobre a indústria cearense.

O principal destaque da reunião foi o projeto do Data Center do Pecém, apresentado por Fábio Feijó, presidente da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará, e por Wellyson Costa, diretor da Omnia Data Center. A iniciativa foi tratada como uma infraestrutura estratégica para posicionar o Ceará na economia do conhecimento, aliando capital humano, conectividade internacional e uso de energia renovável.

O empreendimento representa uma mudança relevante no eixo do desenvolvimento industrial do Estado, ao priorizar infraestrutura digital de grande escala. O projeto prevê investimentos iniciais de R$ 12 bilhões, além de R$ 3,7 bilhões destinados à implantação de novos parques solares e eólicos, com fornecimento de energia 100% renovável. Nas fases já aprovadas, o volume total de investimentos pode ultrapassar R$ 200 bilhões.

Entre os impactos previstos estão a criação de novas rotas de cabos submarinos, a instalação de uma subestação de alta tensão e a ampliação da capacidade logística do Complexo do Pecém, com reflexos diretos sobre emprego, renda e arrecadação, inclusive no interior do Estado.

A primeira fase do Data Center já está contratada pela Baidu, controladora do TikTok, no modelo build to suit. O projeto inicial contempla dois prédios com capacidade de 200 megawatts de tecnologia da informação, volume equivalente a todo o parque atual de data centers do Brasil. O investimento estimado nessa etapa é de R$ 50 bilhões, com expectativa de geração de cerca de 3,8 mil empregos diretos no pico das obras e aproximadamente 500 postos diretos durante a operação.

O projeto também abre oportunidades para a indústria local, especialmente como fornecedora de bens e serviços, com acompanhamento do Observatório da Indústria Ceará, além de ampliar a integração do setor produtivo cearense às cadeias globais da economia digital. Segundo destacou a Coluna de Egídio Serpa, do Diário do Nordeste, a proposta é envolver toda a indústria do Estado como parte da chamada “casa de máquinas” da tecnologia da informação.

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